- A defesa de Jair Bolsonaro admitiu que ele solicitou o conserto da pistola Glock 9mm apreendida durante a blitz, mas afirmou não haver vínculo entre o pedido e o fim da prisão domiciliar humanitária.
- Segundo os advogados, a remoção do percussor — peça essencial para o disparo — foi feita pela equipe de segurança por demanda de uso de medicamentos psiquiátricos pelo ex-presidente, sem seu conhecimento prévio.
- A defesa sustenta que não houve determinação judicial para a entrega das armas nem cancelamento de seus registros, mantendo a guarda do objeto na residência durante a atual custódia.
- A pistola, registrada no sistema SIGMA do Exército Brasileiro, possuía Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) de 2019, conforme apresentado pela defesa.
- Sobre o carregador sobressalente encontrado na blitz, a defesa afirma que é um acessório padrão que acompanha o kit de compra do armamento, com materiais publicitários anexados para comprovar a versão.
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) informou ao STF que o ex-presidente pediu o conserto da pistola Glock 9mm apreendida em uma blitz no início desta semana, mas negou relação com o término da prisão domiciliar humanitária. A explicação foi apresentada ao ministro Alexandre de Moraes.
Segundo a defesa, a equipe de segurança decidiu remover o percussor — peça necessária para o disparo — ao perceber que Bolsonaro estava fazendo uso de medicamentos psiquiátricos. Eles alegam que esses fármacos podem afetar a cognição e teriam influenciado o episódio anterior envolvendo a tornozeleira.
Coincidência com fim da custódia
A defesa sustenta que a manutenção da arma ocorreu poucas semanas antes do fim do prazo de 90 dias da prisão domiciliar, chamando o fato de mera coincidência. O ex-presidente, no entanto, não manifestou interesse na restituição do armamento enquanto durar a atual custódia.
Em novembro de 2025, Bolsonaro cumpria prisão domiciliar quando tentou violar a tornozeleira com um ferro de solda. Moraes determinou then a prisão preventiva na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Detalhes da arma e do histórico
A defesa afirmou que Bolsonaro, ao manusear o ferrolho recentemente, notou o mecanismo frouxo e que o disparo depende do percussor, conforme o sistema Safe Action da Glock. Sem saber da retirada, ele acionou o sargento Estácio Leite da Silva Filho para identificar a falha.
Nesta segunda-feira, a arma e um carregador sobressalente foram apreendidos durante a blitz, e, segundo a defesa, foram devolvidos ao ex-presidente no âmbito de uma petição anterior. A pistola é registrada no sistema SIGMA do Exército, com o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) de 2019.
A defesa também afirmou que, apesar da pena de 27 anos e 3 meses, não houve determinação judicial para a entrega das armas nem cancelamento dos registros, o que manteria a guarda domiciliar como situação regular. O carregador encontrado é descrito como acessório padrão do kit de aquisição do armamento.
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