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Militares reformados e igrejas: bases da ultradireita de Espriella

Militares aposentados e evangélicos organizam apoio a Abelardo de la Espriella, fortalecendo base eleitoral e prometendo combate firme ao crime

Seguidores de Abelardo de la Espriella en el cierre de campaña, en Buga (Colombia), el 14 de junio.
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  • Abelardo de la Espriella, candidato ultradireitista, busca apoio de veteranos e fiéis evangélicos, promovendo uma imagem militar e prometendo recuperar o “honor” da força pública.
  • A campanha já mobiliza estas bases, com grandes atos como a Convenção de Defensores da Pátria, em Bogotá, com cerca de quinze mil presentes, além de apoio por meio de redes de mensagens e mobilização de famílias de militares.
  • Dois oficiais retirados aparecem como faces visíveis do apoio: o major Germán Rodríguez e o general Eduardo Zapateiro, cujos cargos costumam ser exibidos em vídeos de campanha; Zapateiro enfrentou imputação por acoso sexual.
  • Entre as promessas está dar “míngua livre” às Forças Armadas para enfrentar grupos criminosos, com propostas de ampliar recursos, equipamento e o chamado fuero militar, além de reintegrar oficiais que Petro afastou.
  • Nos evangélicos, De la Espriella se identifica com Ciro, o Grande, prometendo defender a família e posições pró-vida, com líderes religiosos entre seus assessores e a proposta de referendo para reformar a Constituição e restringir o aborto.

Abelardo de la Espriella, candidato ultraderechista à Presidência da Colômbia, ganhou apoio de veteranos das Forças Armadas e de comunidades evangélicas desde o início da campanha. Ele busca consolidar uma imagem de defensor da segurança e da ordem, com discursos que exaltam a institucionalidade.

O movimento entre militares reformados e fiéis evangélicos já ficou evidente em encontros de grande público. Em Bogotá, o anúncio de uma convenção reuniu milhares de pessoas, com a participação de oficiais aposentados e líderes religiosos que apoiam o candidato.

A campanha ressalta o papel dessas bases organizadas para ampliar o alcance eleitoral, especialmente entre famílias de militares ativos e ex-militares, além de fiéis de igrejas que veem no ultraconservadorismo uma defesa de valores tradicionais.

Bases militares e evangélicas

Militares reformados atuam como apoiadores visíveis, participando de eventos, vigilância de urnas e como testemunhas eleitorais. O apoio é apresentado como símbolo de institucionalidade e de defesa da ordem pública, segundo analistas da área.

Entre os evangélicos, há promessas associadas à família tradicional, à vida e à religião nas escolas. Participantes ligados a pastores e lideranças de igrejas integram a estrutura de campanha, influenciando parte do eleitorado conservador.

Promessas e promotores

A agenda de segurança prevê maior liberdade para ações das forças armadas contra o crime, com defesa de fortemente punir criminosos. A defesa de fortificações legais para o próprio corpo militar é citada como prioridade.

Lideranças religiosas e políticas associadas ao candidato destacam que a narrativa de proteção à família e aos valores religiosos é central para consolidar o apoio de muitos fiéis, que enxergam na candidatura uma linha de enfrentamento ao que chamam de agenda progressista.

Cenário e perspectivas

Especialistas ressaltam a importância dessas bases para o desempenho eleitoral, especialmente em regiões com forte presença de instituições religiosas e de veteranos. A eleição depende do alcance entre famílias de militares e comunidades evangélicas, apontam analistas.

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