- O presidente Donald Trump bloqueou a confirmação de Jay Clayton como diretor de Inteligência Nacional, para pressionar o Senado a aprovar a proposta de lei eleitoral que exige comprovante de cidadania para votar.
- Trump anunciou que manteria Bill Pulte como diretor interino de Inteligência, substituindo Tulsi Gabbard, enquanto a nomeação de Clayton não é votada.
- A promessa de aprovação da lei SAVE America Act está sendo usada como condição para seguir com a confirmação de Clayton, em meio a resistência de parlamentares republicanos e democratas.
- A Casa Branca vinculou a aprovação da Lei de Vigilância de Inteligência Extranjera (FISA) à aprovação da SAVE, o que gerou críticas de líderes democratas, que dizem que a SAVE não será aprovada.
- A SAVE impõe a obrigatoriedade de comprovar cidadania para votar, o que geraria dificuldades para milhões de eleitores, incluindo pessoas sem passaporte, moradores de áreas rurais e cidadãos LGBTQ+ com nomes diferentes em certidões de nascimento.
Donald Trump intensificou seus esforços para aprovar a sua reforma eleitoral, mesmo diante de resistência no Congresso. O presidente suspendeu a confirmação de Jay Clayton, indicado para chefiar a Inteligência Nacional, para pressionar o Senado a aprovar a medida que exige comprovação de cidadania para votar.
O bloqueio ocorreu durante a sabatina de Clayton na Câmara Alta. Trump ordenou que seu indicado não comparecesse à sessão de confirmação, o que frustraria o processo de aprovação sem que o Congresso tenha votado a lei. A manobra gerou críticas de membros da oposição.
Paralelamente, o presidente exigiu a nomeação de Jamie McDonald como substituto temporário para Clayton e manteve pressão pública pela aprovação da SAVE Act, que impõe a comprovação de cidadania com documento com foto para votar.
Novo enfoque: SAVE Act e FISA
A SAVE Act, defendida por Trump, prevê uso de identificação federal para votar e tem amplos impactos em grupos com menor acesso a documentos oficiais. A proposta é alvo de críticas por supostamente restringir o direito de voto de milhões.
O tema da inteligência estrangeira também ficou em discussão. A FISA, que autoriza coleta de dados de estrangeiros fora dos EUA, dependia de aprovação parlamentar para renovação. A falha em renová-la gerou dúvidas sobre segurança nacional e liberdade civil.
Tom Cotton, presidente do Comitê de Inteligência, informou o atraso na sabatina de Clayton. Já líderes democratas alertaram que a fusão da FISA com a SAVE dificultaria a aprovação de ambas, mantendo o status quo de insegurança para a agenda da Casa Branca.
Senadores do bloco democrata criticaram a estratégia de Trump, afirmando que a disfunção na gestão da Casa Branca atrapalha o andamento de medidas de segurança e de integridade eleitoral. As sabatinas e votações seguem em compasso incerto.
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