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EUA em 2028 serão ainda mais extremos e polarizados diz ex-assessor de Obama

Ben Rhodes aponta que os EUA de dois mil e vinte e oito serão ainda mais extremos e polarizados, com nova narrativa política para mudar o status quo

Ben Rhodes, antes del Hay Festival, en 2019.
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  • Ben Rhodes, ex-assessor de comunicação de Barack Obama, lançou o livro All We Say, compiling 15 discursos que moldaram a identidade americana.
  • Ele afirma que os democratas perderam em 2024 por não apresentarem uma narrativa própria, deixando espaço para que Donald Trump se apresentasse como insurgente.
  • O ex-assessor projeta que as eleições de 2028 devem ser ainda mais extremas e polarizadas, com desfechos que envolvem corrosão institucional e possíveis guerras.
  • Vê surgimento de uma nova geração de democratas — como Ossoff, Ocasio-Cortez, Talarico e Mamdani — que contam histórias, conectam temas amplos a situações concretas e se apresentam como outsiders.
  • A recomendação é que o partido priorize a construção de uma história e de uma visão de futuro antes das propostas políticas, para enfrentar a percepção de status quo e a fragmentação do eleitorado.

Ben Rhodes, ex-diretor de comunicações estratégicas do Conselho Nacional de Segurança durante a gestão Obama, afirma que os Estados Unidos em 2028 serão ainda mais extremos e polarizados. A constatação aparece no livro All We Say, que reúne quinze discursos marcantes da história americana. Rhodes lançou o livro durante uma turnê de apresentação em Washington, acompanhado de um podcast e atividades em veículos europeus.

O autor analisa como a narrativa política molda o consenso nacional. Em entrevista publicada, ele sustenta que os democratas perderam o fio narrativo em 2024, ao não apresentar uma visão clara frente ao crescimento do discurso de Trump. O ex-assessor aponta que o atual ecossistema político depende fortemente de mensagens persistentes.

Rhodes afirma que o uso estratégico de discursos foi essencial para Obama conquistar apoio. Segundo ele, a ausência de uma história sólida prejudicou os democratas, abrindo espaço para a ideia de que o partido representa o sistema. O debate se amplia para o impacto da comunicação na governabilidade.

A identidade americana e o papel dos discursos

Rhodes sustenta que, diferentemente de muitos países, os EUA não possuem uma identidade única. Discursos históricos ajudam a responder o que significa ser americano, especialmente diante de uma sociedade diversa. A exemplificação passa por momentos-chave da história, como Gettysburg e o discurso de Martin Luther King.

Desafios atuais da comunicação política

O ex-assessor diz que o cenário contemporâneo demanda narrativas que conectem temas abstratos a situações concretas. Ele cita a ascensão de jovens políticos que articulam um outsider status com motivações pessoais, buscando esclarecer o porquê da candidatura.

Perspectivas para 2028

Rhodes prevê uma eleição mais áspera, com um país ainda lidando com guerra e inflação. Ele avalia que a corrida deve privilegiar mensagens sobre mudança de sistema, sem necessariamente exibir promessas radicais, mas com uma visão clara de futuro.

Caminhos sugeridos ao espectro democrata

Segundo o autor, a prioridade é definir a história antes das políticas. Um relato convincente facilitaria a explicação de propostas e metas, orientando a comunicação em torno de uma identidade e de uma estratégia compartilhadas.

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