- A alta representante da União Europeia para a Política Exterior, Kaja Kallas, afirmou que a UE não pode ser mediadora entre Moscou e Kiev para encerrar a guerra.
- A declaração foi feita após uma reunião informal em Chipre entre os ministros de Exteriores dos 27, que descartaram a opção de enviar um representante para negociar com o Kremlin.
- Mesmo sem mediação, Kallas disse que a UE pode ajudar a Ucrânia nessas negociações, sem atuar como mediadora.
- Pesquisas oficiais russas sugerem apoio de 65,5% ao presidente Vladimir Putin, indicativo de apoio entre parte da população, embora a confiabilidade das sondagens seja questionada.
- A ofensiva russa continua, com mais de 600 drones e 90 mísseis atingindo Kiev e arredores na madrugada de domingo.
O bloco europeu descartou atuar como mediador entre Moscou e Kiev para encerrar a guerra na Ucrânia. A desistência veio após a reunião informal dos ministros de Exteriores da UE, realizada em Chipre, onde foi decidido que a União não poderá atuar como representante neutral.
Kallas afirmou que é possível apoiar a Ucrânia nas negociações, mas sem assumir o papel de mediadora. A fala ocorreu após o encontro, reforçando a posição da UE de não se envolver como facilitadora direta de um acordo de paz.
Estima-se que a ofensiva russa permaneça ativa mesmo diante do cenário internacional. Na madrugada de domingo, Kiev sofreu ataques com centenas de drones e dezenas de mísseis, mantendo a cidade sob intensa pressão militar.
Contexto político na Rússia
Em referência cultural, o jornalista Emmanuel Carrère descreve a complexidade do ambiente político russo através de Limónov, figura controvertida que transitou por várias fases da história recente. O livro aborda transformações desde o fim da União Soviética até o mundo atual, destacando o orgulho nacional e as frustrações que moldam decisões coletivas.
A obra ressalta como a visão de alguns atores russos, entre eles Limónov, dialoga com o sentimento de perda de status durante a transição para o capitalismo. Esse retrato ajuda a entender, de modo indireto, o cenário de apoio a medidas firmes de liderança e a persistência de uma postura nacionalista em momentos de tensão internacional.
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