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Nova flotilha, mais um escândalo internacional

Nova flotilha humanitária expõe desgaste diplomático de Israel e gera crise internacional após repressão violenta às tripulações

El primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, en Jerusalén el 21 de abril.
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  • A Global Sumud Flotilla, ação humanitária internacional para levar ajuda por mar a Gaza, voltou a gerar desgaste à imagem de Israel, apesar de não ter conseguido impedir novos envios.
  • Ao longo dos anos, Israel adotou diferentes táticas para punir as flotilhas e evitar repetições, sem evitar uma crise reputacional internacional.
  • Em junho de dois mil e vinte e cinco, o barco Madleen se aproximou de cerca de cento e cinquenta milhas náuticas da costa de Gaza; a intervenção israelense resultou em prisões e deportação, com relatos de maus-tratos. Greta Thunberg e a eurodeputada Rima Hassan estiveram entre as pessoas a bordo.
  • Em setembro, a flotilha saiu de Barcelona com cinquenta e dois barcos e aproximadamente quinhentas pessoas de quarenta e cinco nacionalidades, incluindo Ada Colau; houve campanhas de desinformação de Israel na imprensa e redes sociais.
  • No conflito seguinte, após ataques com drones e ações de bloqueio, Israel capturou dezenas de embarcações e prendeu cerca de duzentos tripulantes em Creta; mais tarde, barcos foram interceptados a menos de cem milhas de Gaza, com denúncias de violências e torturas, provocando crise diplomática com países como Alemanha e Estados Unidos.

A Global Sumud Flotilla, ação humanitária internacional para levar ajuda marítima a Gaza, voltou a colocar Israel sob escrutínio global. O objetivo dos organizadores é romper o bloqueio naval imposto há quase duas décadas. O governo de Benjamin Netanyahu busca dissuadir novas embarcações, mas não evita danos à imagem do país.

Desde 2010, dezenas de flotilhas já tentaram contornar o bloqueio. Em junho de 2025, o barco Madleen saiu com dois jornalistas e 10 ativistas, incluindo Greta Thunberg e a eurodeputada Rima Hassan. A intervenção ocorreu a cerca de 150 milhas náuticas da costa de Gaza, com prisões e deportação dos envolvidos.

Em Barcelona, no dia 1º de setembro, foi anunciada a maior missão até então: 42 barcos e cerca de 500 pessoas, de 45 nacionalidades, entre elas Ada Colau e várias equipes médicas. A intenção era seguir rumo à faixa costureira de Gaza, após a inspiração de Thunberg ter mobilizado participantes.

Contexto das flotillas

Israel lançou uma campanha de difamação online, segundo investigações públicas, investindo milhões em publicidade para influenciar a percepção sobre a flotilha. Segundo a Eurovision News Spotlight, o gasto estimado foi superior a 42 milhões de euros entre junho e outubro, com acusações a Hamás de financiamento da operação.

No trajeto, a flotilha passou por Túnez e sofreu ataques com drones, além de lançamentos de granadas de atordoamento e ácido, em episódios que aumentaram a pressão internacional. Itália, Espanha e Turquía enviaram apoio militar para proteção dos barcos, uma resposta sem precedentes.

Intervenções e repercussões

Ao entrar na chamada zona de exclusão, com menos de 100 milhas de Gaza, as autoridades israelenses interceptaram embarcações e prenderam dezenas de viajantes, inclusive em navios que já estavam sob controle. Os detidos foram levados a prisões e, em alguns casos, enviados a Creta, na Grécia, para desembarque.

A operação mais recente, iniciada em abril, decidiu interceptar 60 navios em pauta. Mesmo assim, a flotilha manteve o rumo para Gaza, gerando nova crise diplomática após imagens de violência contra tripulantes virem à tona. Países como Alemanha e Estados Unidos criticaram o tratamento aos ativistas.

A última fase, iniciada em maio, contou com dezenas de barcos ainda em curso. Em duas embarcações-prisão, ocorreram episódios de violência, com relatos de tortura relatados por tripulantes. O episódio provocou críticas internacionais e colocou Itamar Ben Gvir, ministro do governo israelense, no centro de controvérsias.

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