- A ministra das Relações Exteriores da Islândia diz temer um “momento Brexit” no referendo sobre a adesão à União Europeia, com riscos de desinformação e interferência externa.
- Ela acusa atores internos e externos de propagarem o medo, citando táticas vistas “no playbook de Nigel Farage e Reform”.
- O referendo, em 29 de agosto, vota não se deve iniciar novamente as negociações de adesão; se houver acordo, haverá segundo pleito sobre a sua aceitação.
- A ministra alertou para possível interferência da Rússia e de atores que buscam influenciar o debate público de forma negativa.
- Pesquisas indicam vantagem apertada: 42% apoiam a reabertura das negociações e 39% são contrários, com destaque para temas como pesca e soberania.
A ministra das Relações Exteriores da Islândia afirmou que teme um momento similar ao Brexit na consulta popular de adesão à UE que está prevista, citando riscos de desinformação, interferência externa e uso de IA. A fala ocorreu em meio a três meses restantes para o pleito.
Þorgerður Katrín Gunnarsdóttir disse que grupos dentro e fora do país disseminam medo e retórica retirada do manual de campanhas de reformistas britânicos, apontando risco de influências russas na opinião pública. Segundo ela, a votação pode ser alvo de campanhas negativas.
A agenda do governo de coalização levou a uma data para o referendo: 29 de agosto, após anunciar em março a retomada das negociações de adesão. O pleito questiona se o governo deve prosseguir com as negociações, não se a Islândia já ingressará na UE.
Contexto estratégico e riscos
A ministra ressaltou que o ambiente internacional sofreu mudanças significativas, com impactos sobre alianças históricas e segurança regional. Ela citou a relação com os Estados Unidos, ao defender que manter laços fortes não impede potenciais avanços com a UE.
O governo islandês afirmou que o resultado pode influenciar escolhas econômicas, especialmente em setores como pesca, agricultura e soberania. Pesquisas indicam divisão pública: 42% favoráveis à abertura de negociações, 39% contrários.
Desafios de informação e tecnologia
A presidente do país alertou para riscos de IA na campanha, destacando a possibilidade de conteúdo criado por máquinas parecer confiável, mas ser impreciso. Especialista em IA aponta que modelos podem recorrer a fontes pouco confiáveis para informar o público.
A ministra pediu aos eleitores que avaliem fontes de informação com cuidado. Ela também destacou que não se deve tratar a UE como objetivo exclusivo, ressaltando a manutenção de relações com os EUA e a importância de alianças diversas.
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