- Ex-governador Cláudio Castro, banido das urnas pelo TSE, imaginou disputar o Senado pelo Rio de Janeiro, mas não consegue apoio do PL, que busca um nome alternativo.
- Castro é alvo de duas operações de busca e apreensão da Polícia Federal em apenas 11 dias.
- Ele é investigado por suposto favorecimento ao sonegador Ricardo Magro, da empresa Refit, e também em inquérito sobre a aplicação de mais de R$ 3 bilhões da Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master.
- Ao renunciar ao cargo, Castro disse que combate o crime; cifras mostraram que a criminalidade também ocorria no palácio de governo, afetando sua trajetória política.
- A história local sugere que, no Rio e nacionalmente, corrupção é tema comum; ao menos cinco governadores fluminenses foram à cadeia ou sofreram impeachment nas últimas décadas.
O ex-governador Cláudio Castro deixou de disputar o Senado pelo Rio de Janeiro. Mesmo inelegível pela decisão do Tribunal Superior Eleitoral, ele decidiu continuar buscando um espaço político, segundo informações apuradas pela reportagem.
A nova definição ocorre após Castro ter sido alvo de duas buscas e apreensões da Polícia Federal em apenas 11 dias. As diligências ocorreram em residências ligadas ao grupo político dele, no estado do Rio. Não houve confirmação oficial de data exata das diligências.
A investigação envolve suspeitas de favorecimento ao maior sonegador do país e a transferência de recursos de fundos de pensão para operações financeiras problemáticas. A PF apura também repasses a instituições ligadas a um banco ligado a Daniel Vorcaro.
Castro já enfrentava investigação por favorecer o empresário Ricardo Magro, da Refit. As apurações sobre investimentos feitos pela Rioprevidência em operações de crédito de alto risco também constam dos autos. A oposição ensaia desfechos jurídicos ainda não definidos.
Renúncia ao cargo de governador, anunciada há três meses, foi apresentada como medida para evitar cassação. A decisão gerou debates sobre o papel dele no cenário político fluminense e sobre o uso de estruturas governamentais em benefício próprio, segundo fontes próximas ao caso.
No Rio de Janeiro, a percepção sobre corrupção envolve o cotidiano político. Ao longo de três décadas, governadores, segundo especialistas, foram alvo de investigações e ações judiciais. Castro, com novas complicações, permanece sob o radar da Justiça e da imprensa.
Fonte: GloboNews.
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