- Aproximadamente 40 deputados do Partido Trabalhista pedem que Keir Starmer se afaste ou apresente um cronograma para a saída, sinalizando queda de apoio ao premiê.
- Aliados de Wes Streeting dizem que ele está preparado para disputar a liderança caso o governo desmorone, mesmo sem ter anunciado oficialmente a candidatura.
- Catherine West declarou que irá concorrer à liderança na segunda-feira se Starmer não apresentar um cronograma de renúncia; precisaria de 80 apoiadores entre deputados.
- Apoios de Andy Burnham tentam convencer West a recuar, para evitar que Burnham tenha pouco tempo para entrar no parlamento.
- Starmer tenta se manter: busca reforçar posição com discurso, e avalia trazer Gordon Brown como assessor de finanças e Harriet Harman como assessora voltada a mulheres e meninas.
Keir Starmer enfrenta um período crítico após resultados ruins nas eleições locais, com aliados de Wes Streeting sinalizando preparação para disputar a liderança caso o premiê perca apoio neste fim de semana. A operação de comunicação ocorreu enquanto o partido tenta definir o futuro.
Cerca de 40 deputados trabalhistas pediram a demissão de Starmer ou fixação de uma data de saída. O movimento ocorre em meio a avaliações de que a gestão do líder pode não ter fôlego para enfrentar o ciclo eleitoral que se aproxima.
No final de semana, a imprensa descreveu instruções de Streeting para não já formalizar a candidatura, mas sinalizar disponibilidade caso a situação piore. O objetivo é manter opções abertas dentro de um espectro que inclui possíveis candidatos da ala esquerda moderada.
Catherine West, deputada trabalhista de longa atuação, já anunciou a intenção de concorrer à liderança caso Starmer não apresente um cronograma de saída na próxima semana. A movimentação, segundo analistas, pode favorecer o espaço para candidaturas centradas entre o bloco de centro-esquerda.
Entre os possíveis pretendentes, surgem nomes como Angela Rayner e Ed Miliband, conforme apoiadores de Burnham atuam para isolar West para não prejudicar outras opções. A pressão interna cresce após a derrota em centenas de cadeiras locais e a perda de conselhos municipais.
O governo de Starmer enfrenta críticas relacionadas a perdas de mil e500 vereadores e cerca de 40 câmaras. Em meio ao racha, ministros próximos estudam estratégias para sustentar a liderança sem desacelerar o ritmo de reformas prometidas à base.
Ontem, o secretário de Educação, Bridget Phillipson, defendeu a continuidade de Starmer, afirmando que seria inadequado retirar o líder antes de um calendário claro. Ela reconheceu que a votação expôs uma sensação de decepção entre eleitores.
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