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Interino no RJ demite 39 por dia, agrada Paes e incomoda Ruas

Exonerações de Couto, em média trinta e nove por dia, agradam Paes e irritam Ruas, com alterações em Saúde, Fazenda e autarquias como Cedae

O governador interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto
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  • Em o primeiro mês no comando, o interino Ricardo Couto exonerou, em média, 39 pessoas por dia, totalizando 1.419 demissões entre 23 de março e a última quarta-feira (29), segundo o governo.
  • As dispensas decorrem de auditorias na gestão das secretarias e das entidades da administração indireta, incluindo empresas estatais, e serão efetivadas conforme os trabalhos internos avançarem.
  • As exonerações atingiram várias áreas, inicialmente a Casa Civil e a Secretaria de Governo, e também envolvem Saúde, Fazenda e autarquias como Cedae e Rioprevidência.
  • O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) elogiou a gestão de Couto nas redes sociais, enquanto aliados de Douglas Ruas (PL) manifestam incômodo; ambos são pré-candidatos ao governo do estado.
  • O clima entre opositores aumentou: o senador Carlos Portinho (PL-RJ) chamou Couto de “governador biônico” e a discussão sobre a linha sucessória segue sem definição de eleição direta ou indireta para o mandato-tampão.

Em seu primeiro mês no governo do Rio de Janeiro, o interino Ricardo Couto exonerou, em média, 39 pessoas por dia, totalizando 1.419 desligamentos entre 23 de março e 29 de abril. A gestão fica sob coordenação da Casa Civil e da Secretaria de Governo. A auditoria na administração direta e indireta é a justificativa apresentada.

Os desligamentos atingiram diversas áreas, inicialmente na Casa Civil e na Secretaria de Governo, mas se estenderam a setores como Saúde e Fazenda, além de autarquias como Cedae e Rioprevidência. Os representantes oficiais informam que novas dispensas ocorrerão conforme avanços das auditorias internas.

Na prática, as mudanças geraram reação entre grupos políticos. Paes elogiou a condução das auditorias, enquanto Ruas e aliados tratam o movimento como de forte impacto político e questionam a legitimidade do interino, já que não houve definição sobre a transição de poder.

Interinidade e repercussões

O clima na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) envolve críticas ao comando interino. Parlamentares e apoiadores analizam se as medidas substituem estruturas políticas por quadros técnicos, com foco na melhoria de gestão pública.

Atheras de governo apontam que exonerações também visam reduzir possíveis estruturas associadas a gestões anteriores. K também indicam substituições relevantes em áreas centrais, como Saúde, Fazenda e Meio Ambiente, sob avaliação de resultados.

Contexto político e linha sucessória

A ausência de vice no estado, após a renúncia de Cláudio Castro, levou Couto ao improviso institucional. A defesa de eleições diretas para o governo até o fim do ano é discutida por Paes, Ruas e outros atores, enquanto o STF ainda não definiu o formato da eleição.

Na prática, a discussão envolve a legitimidade de decisões tomadas por Couto durante a interinidade. Parte do espectro político defende que decisões administrativas devam seguir critérios técnicos, sem abrir espaço para interpretações políticas.

Próximos passos

A tendência é a continuidade das auditorias e das substituições até que os trabalhos deem lastro a planos de melhoria da gestão. As autoridades afirmam que as medidas são voltadas a resultados para a população do Rio, sem prazo definido para conclusão.

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