- Trump atacou o Papa novamente, dizendo que ele “põe em perigo muitos católicos” e apoia que Irã tenha arma nuclear.
- O Papa respondeu na noite de terça-feira, em Castel Gandolfo, afirmando que a missão da Igreja é pregar o Evangelho e a paz e que, se alguém critique isso, que o faça com a verdade.
- O secretário de Estado da Santa Sé, Pietro Parolin, afirmou que o Papa segue seu caminho de pregar o Evangelho e a paz, independentemente de gostos ou opiniões alheias.
- A tensão ocorre dois dias antes da chegada de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, a Roma, para tentar recompor relações com o Vaticano e com o governo italiano.
- O choque público entre o primeiro Papa dos Estados Unidos e Trump já é o segundo em um mês, com ataques anteriores ligados a imigração, Venezuela e Irã.
O Papa respondeu a Donald Trump após críticas do presidente dos EUA. A declaração ocorreu na noite de terça, em resposta às acusações de Trump sobre a posição da Igreja em relação ao Irã e às guerras. O pontífice enfatizou que a missão da Igreja é pregar o Evangelho e a paz, ressaltando que quem critique deve fazê-lo com a verdade.
O Vaticano manteve a linha de comunicação direta com a imprensa após o retorno do Papa ao Castel Gandolfo, local onde costuma descansar na segunda e na terça-feira. A saída ocorreu a poucos minutos da chegada de repórteres à residência papal, buscando entender o tom da resposta do líder religioso.
Antes, Trump havia afirmado durante uma entrevista que o Papa estaria colocando em risco católicos e pessoas, ao defender que o Irã não deve possuir armas nucleares. O mandatario também criticou o que chamou de posicionamento equivocado do Vaticano sobre a nuclearização regional.
Tensão diplomática e agenda com o governo italiano
Nesta quarta, o secretário de Estado da Santa Sé, Pietro Parolin, indicou que o Papa continua firme em seu caminho de pregação da paz, independentemente de aceitação pública. A resposta do Vaticano reforçou a narrativa de que a Igreja não recua diante de críticas.
A visita de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, está prevista para chegar a Roma na quinta-feira para encontros com León XIII e, na sequência, com a primeira-ministra italiana. A operação diplomática visa recompor relações entre a Santa Sé e o governo de Giorgia Meloni, que também já teve atritos com Trump.
Historicamente, o embate entre Trump e o Papa vem se ampliando desde o início do ano, com críticas a políticas migratórias, intervenções na Venezuela e, sobretudo, ao papel do Irã. As partes mantêm posições firmes, sem sinal de recuo público.
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