- Quatro mulheres e nove crianças devem retornar à Austrália na quinta-feira; todas, exceto uma mãe e seu filho, devem se estabelecer em Victoria (Melbourne).
- A Polícia Federal afirmou que algumas das mulheres poderão ser presas e processadas, enquanto as crianças receberão apoio.
- O grupo inclui crianças nascidas em campos de detenção após a queda do Estado Islâmico; dois terços são crianças, segundo relatos.
- A Polícia de Vitória informou que as autoridades vão monitorar os retornados que morarem em Melbourne; NSW e ASIO também estão envolvidos na condução do caso.
- O governo mantém que não prestou apoio ao grupo; houve uma ordem de exclusion de uma mulher no exterior, mas nenhum dos que retornam está sob essa medida.
Four mulheres e nove crianças devem retornar à Austrália na quinta-feira, com a maioria a caminho de Victoria. A decisão envolve cidadãos australianos detidos em acampamentos no nordeste da Síria desde a queda do grupo ligado ao Estado Islâmico.
A Polícia Federal australiana indicou que algumas das mulheres serão presas e receberão acusações, enquanto apoio será oferecido às crianças. A medida insere-se no contexto da retirada dos cidadãos detidos após a derrota do grupo na região.
O caso faz parte de uma leva de 34 australianos detidos desde a ruptura do califado em 2019, cujo retorno vem sendo negociado há anos. Há relatos não confirmados de novas evacuações de acampamentos na Síria.
A reintegração e o monitoramento
O comissário de polícia de Victoria, Mike Bush, disse que as autoridades locais terão papel relevante na vigilância dos que retornarem a Melbourne. A investigação está sob condução da AFP, com acompanhamento de equipes de contra-terrorismo.
O governo sublinhou que os direitos legais dos cidadãos serão respeitados, e que qualquer vítima de crime poderá enfrentar o devido processo. Em Melbourne, crianças deverão participar de programas de contracultura de extremismo.
O governo informou que outra dupla de mulheres retornou a Melbourne em outubro, com quatro crianças, e continua sob monitoramento. A atuação abrange autoridades de Nova Gália, NSW e ASIO, conforme o caso.
Contexto institucional
A NSW police disse manter cooperação estreita com a AFP para a avaliação de riscos e aplicação da lei. O ASIO informou que repassou orientações às forças de segurança, e que monitoramento ficará ativo conforme sinais de preocupação.
O ministro de Assuntos Internos, Tony Burke, afirmou que o governo não forneceu assistência direta ao grupo, destacando que cidadãos não podem ser impedidos de retornar sem uma ordem formal. Uma única ordem foi emitida para impedir o retorno de uma mulher.
Entre os retornantes, estão crianças nascidas em acampamentos após a queda do IS, bem como membros de famílias ligadas a recrutadores. Onze integrantes pertencem à mesma família, com destino a Melbourne; os outros dois, uma mulher e sua filha, devem se estabelecer em Sydney.
Observação de implementação
O planejamento do retorno tem raízes de uma longa atuação comunitária, com equipes de liaison com comunidades afetadas. O tema envolve a responsabilidade de reintegração social e apoio psicossocial para as crianças.
A nota oficial destacou que, se houver indícios de atividades criminosas, as forças de segurança agirão em conjunto com as equipes de contra-terrorismo. A avaliação de risco é dinâmica e será monitorada de perto.
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