- Irã criou um órgão para gerenciar o trânsito pelo estreito de Ormuz, e navios precisam de permissão para atravessar.
- Aproximadamente 1.600 navios, com cerca de 20.000 tripulantes, permanecem presos no corredor, segundo o The New York Times.
- O ministro americano Marco Rubio pediu a China e a Rússia que não vetem a resolução da ONU que visa permitir fim dos ataques e minas no estreito.
- Em Pequim, o ministro iraniano Abbas Araghchi disse que o Irã aceitará apenas um acordo “justo e completo” nas negociações com os EUA para encerrar o conflito.
- A CMA CGM confirmou ataque a um de seus navios em Ormuz, com feridos, enquanto o Irã negou ataques contra os Emirados Árabes Unidos nos últimos dois dias e advertiu sobre retaliação.
Irã anunciou a criação de um novo organismo para gerenciar o trânsito por Ormuz, a rota estratégica que já liderava o esforço para o petróleo mundial, bloqueada por Teerã em retaliação à guerra iniciada por EUA e Israel. A passagem só será permitida mediante autorização prévia dos responsáveis iranianos, informou a televisão estatal Press TV.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o país só aceitará um acordo “justo e completo” nas negociações com os EUA para encerrar o conflito. A declaração foi feita em Pequim, após reunião com o chanceler Wang Yi.
Wang Yi afirmou que China é “parceiro estratégico confiável” de Irã e pediu resposta rápida da comunidade internacional para garantir a passagem segura pelo estreito. As declarações foram feitas em meio a tensões crescentes na região.
Contexto diplomático
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu a China e a Rússia que não vete a resolução da ONU que pressiona Irã a cessar ataques e minas no estreito. Aproximadamente 1.600 navios, com cerca de 20 mil tripulantes, seguem presos no corredor, segundo The New York Times.
Paralelamente, o cargueiro CMA CGM San Antonio sofreu ataque no canal. A empresa informou que houve feridos entre a tripulação e danos ao casco; os tripulantes feridos foram resgatados.
Desdobramentos regionais
O governo do Irã negou acusações de terem atacado os Emirados Árabes Unidos nos últimos dois dias, mas advertiu sobre consequências caso haja novas ações. O comando militar iraniano também negou ações contra os Emirados, dizendo que qualquer ataque seria anunciado.
A Coreia do Sul suspendeu a análise sobre participação no Projeto Freedom, após o recuo dos EUA. O governo sul-coreano comunicou a paralisação do processo de avaliação da participação na operação de escolta de navios.
Visita e posições
O ministro iraniano e o chanceler chinês também discutiram o impacto regional do conflito e a importância de um cessar-fogo. China reafirmou seu esforço para reduzir tensões e evitar escaladas que comprometam Ormuz, vital para importações chinesas.
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