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Candidato agride e menino é jogado em lixeira, diz comissão de antisemitismo

Campanha política é alvo de violência antissemita online e ameaças, com relatos de intimidação a jovens judeus e queda na participação pública

Joshua Kirsh talks to the media after giving evidence before the royal commission on antisemitism and social cohesion in Sydney.
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  • Joshua Kirsh, candidato independente ao Senado da Nova Gales do Sul, teve campanhas online inundadas por comentários antissemíticos e ameaças, e levou as mensagens ao Conselho Executivo da Comunidade Judaica Australiana.
  • As mensagens incluíam teorias da conspiração sobre Israel financiar ataques e que o ataque de 7 de outubro foi uma farsa, contribuindo para intimidar judeus na vida pública.
  • Kirsh diz que amigos judeus também foram dissuadidos de participar da política pela backlash, apesar de continuar como candidato.
  • Em 2019, um evento de Purim organizado por uma federação estudantil judaica foi ameaçado por violência com armas de fogo; uma mensagem anônima chamada “Mate os judeus” foi recebida, e o evento ocorreu com segurança reforçada.
  • Também houve depoimentos sobre assédio antissemita em escolas, com um garoto de 13 anos chamado de “judeu sujo” e sujeito a provocações físicas; o pai relatou falta de apoio institucional e transferência para outra escola.

A terceira sessão da comissão real sobre antisemitismo e coesão social ouviu novas evidências de ataques antissemíticos contra judeus na Austrália. O foco incluiu um candidato político judeu e relatos de discriminação em escolas, universidades e espaços de trabalho. A atuação ocorreu em Sydney, durante as audiências.

Joshua Kirsh, candidato independente ao Senado de New South Wales em 2025, viu seus anúncios online infestados por mensagens antissemitas, insultos e teorias da conspiração. Ele descreveu as mensagens como particularmente violentas e disse ter registrado tudo para o relatório anual da Convenção Executiva Judaíca Australiana.

O candidato informou que, apesar das ameaças, continua na disputa eleitoral. Ele afirmou que colegas judeus temem participar da vida pública devido ao risco de retaliação e citou o envio de uma mensagem de ódio durante a organização de um evento na juventude judaica em 2019.

Tentativa de intimidação em eventos estudantis

No depoimento, Kirsh relatou uma ameaça de violência com armas de fogo contra estudantes judeus durante uma celebração de Purim organizada pela União Australiana de Estudantes Judaicos em 2019. A mensagem, enviada por alguém que se identificou como pretendente a matar judeus, foi reportada às autoridades de segurança comunitária e à polícia. O evento seguiu com medidas de segurança rigorosas, e os organizadores optaram por manter a programação.

A comissão também ouviu relatos de bullying antissemita em escolas. Um pai, identificado apenas como AAT, disse que o filho de 13 anos sofreu agressões físicas, insultos e até gestos nazistas, com suspensões e mudança de instituição como desfecho parcial. O depoente afirmou que a escola não ofereceu apoio adequado e que a resposta da administração minimizou o racismo.

Um homem com uma camiseta antissemita foi contido pela polícia nas proximidades da audiência, após se recusar a deixar o local. A peça mostrava a bandeira de Israel misturada a um símbolo nazista; ele alegou desconhecer a audiência e criticou ações em Gaza e no Líbano. O caso terminou com a detenção do homem, segundo a polícia.

A comissão, presidida pela comissária Virginia Bell, continua a coletar relatos de judeus na Austrália sobre discriminação em diferentes setores. O objetivo é compreender a disseminação de antisemitismo desde o ataque de Bondi, que motivou a criação da comissão. As audiências seguem em Sydney.

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