- Reino Unido, Alemanha e França expresseram preocupação conjunta com as recentes operações de aplicação da lei marítima da China ao leste de Taiwan, dizendo que aumentam a instabilidade regional.
- O comunicado, divulgado pelas respectivas representações em Taipé, destaca que as ações ameaçam a estabilidade regional, a liberdade de navegação e a segurança do transporte marítimo internacional.
- O texto reitera oposição a mudanças unilaterais do statu quo, principalmente por meio de ameaças, uso da força ou coerção, e ressalta a importância de proteger direitos de navegação e a segurança de marineros e embarcações.
- Taiwan nega o ingresso explícito de uma resposta, mas a imprensa local interpreta a nota como crítica a patrulhas marítimas chinesas recentes, que teriam interceptado navios mercantes.
- A tensão vem após Japão e Filipinas anunciarem diálogos para delimitar zonas econômicas exclusivas, enquanto a China acusa Taipé de promover separatismo e diz que seus patrulhas são justificadas para salvaguardar sua soberania.
O Reino Unido, a Alemanha e a França manifestaram nesta quarta-feira preocupação conjunta com as chamadas operações de aplicação da lei marítima da China em águas a leste de Taiwan. A mensagem foi divulgada por as representações oficiais em Taipéi dos três países, em um comunicado divulgado pelas respectivas delegações.
Segundo as notas oficiais, as ações chinesas são vistas como uma nova atividade no entorno de Taiwan e são associadas a riscos para a estabilidade regional, a liberdade de navegação e a segurança do transporte marítimo internacional. O comunicado foi emitido pelas Representações Britânica, Alemã e Francesa em Taipéi, sem relações diplomáticas plenas com a ilha.
As mensagens indicam que as operações visam salvaguardar a soberania chinesa, ao mesmo tempo em que enfatizam a necessidade de respeitar o direito internacional e a liberdade de navegação. Os textos destacam a importância de evitar mudanças unilaterais do status quo e que a segurança no mar deve ser garantida para as tripulações e navios.
Taiwan interpreta as palavras como resposta a rondas de patrulhas de guardacostas da China nas áreas ao redor de ilhas sob controle de Taipéi, no Mar da China Meridional. Interceptações de navios mercantes foram reportadas por Taipei em semanas recentes.
O contexto inclui anúncios de Japão e Filipinas no fim de maio sobre negociações para delimitar fronteiras marítimas em áreas que se sobrepõem às reivindicações chinesas. Pequim acusa as duas nações de violar o direito internacional e as normas de relacionamento entre países, segundo pronunciamento divulgado pela imprensa oficial chinesa.
Zhang Han, porta-voz da Office of Taiwan Affairs, reiterou que o governo chinês considera as patrulhas legais como necessárias para a defesa da soberania. O porta-voz também criticou a atuação de Taipei, acusando-a de promover ideias separatistas com apoio externo.
A tensão geopolítica acompanha exercícios militares em Taiwan, com o Ministério da Defesa local anunciando uma rodada de preparação para o combate, destinada a manter a prontidão das forças em caso de escalada.
Nesta semana, o estreito de Taiwan recebeu também o passagem do porta-aviões chinês Fujian, considerado o mais avançado embarcado da Marinha chinesa, em operação pela região. Em abril, outro porta-aviões, o Liaoning, já havia cruzado o mesmo ponto estratégico.
As ações em torno de Taiwan ocorrem em um momento de maior pressão regional, com visitas, patrulhas e demonstrações de capacidade naval que mantêm a ilha sob vigilância internacional. As informações oficiais chegam por meio das representações diplomáticas em Taipéi, sem confirmação de relações formais entre os países envolvidos.
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