- Os Estados Unidos oferecerão serviços consulares no assentamento de Efrat, na Cisjordânia, por um dia, para marcar o 250º aniversário da independência americana.
- Em meses seguintes, serão disponibilizados serviços similares em Beitar Illit, outro assentamento, além de Ramallah e em três cidades dentro de Israel.
- Autoridades palestinas qualificaram a medida como violação do direito internacional e favorecimento à ocupação.
- O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou ter recebido a decisão com satisfação.
- Analistas destacam que a medida indica que os EUA não diferenciarão os assentamentos da Cisjordânia de cidades dentro de Israel.
O governo dos Estados Unidos anunciará, pela primeira vez, oferecimento de serviços consulares no local em duas colônias israelenses na Cisjordânia, ocupada desde 1967. A ação ficará vigente por um dia em Efrat, com atendimento de passaportes para americanos, em uma iniciativa para celebrar o 250º aniversário da independência dos EUA.
Segundo a embaixada dos EUA em Jerusalém, os serviços serão prestados no posto de Efrat na sexta-feira. A medida prevê ainda instalação semelhante nos próximos meses em Beitar Illit, outra colônia israelense, além de pontos em Ramallah e em três cidades dentro de Israel.
A decisão gerou críticas da Autoridade Palestina, que a classificou como violação do direito internacional e favorecimento às autoridades de ocupação. A Comissão de Colonização e Resistência à Muralha afirmou que a medida consolida uma realidade de assentamento que dificulta a criação de um Estado palestino independente.
Hamas classificou a medida como precedente perigoso e reconhecimento prático da legitimidade do assentamento e do controle da ocupação sobre a Cisjordânia, segundo informações veiculadas por canais de comunicação vinculados ao grupo.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel expressou satisfação com a decisão, ressaltando o reconhecimento de serviços consulares em Efrat. Autoridades israelenses destacaram a estreita cooperação com Washington nesse âmbito.
Analistas ouvidos pelo setor de políticas externas destacam que a medida sinaliza que os EUA não tratarão os assentamentos na Cisjordânia de forma diferente das cidades dentro de Israel, segundo comentários de especialistas sobre a compreensão geopolítica do movimento.
Na região, recentes ações e tensões têm including medidas de controle sobre a Cisjordânia e disputas fundiárias associadas ao aumento de atividades de colonos, conforme notíciações locais. Incidentes isolados de violência e ataques a propriedades também foram reportados.
Estimativas oficiais indicam que milhares de cidadãos norte-americanos vivem na região, com uma parcela considerável de dupla cidadania israelense-americana residindo na Cisjordânia. O status político e jurídico da área permanece central em negociações regionais.
Obras recentes de fortificação e políticas para facilitar compra de terras pelo setor de colonos receberam críticas de parte da comunidade internacional e de representantes palestinos, que veem essas ações como dificultando o caminho para uma solução de dois Estados.
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