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Toby Muse afirma que o mundo atual supera a imaginação de Pablo Escobar

Kilo expõe falhas da guerra contra as drogas e alerta para a expansão da cocaína, com impacto crescente na Europa

El escritor y periodista Toby Muse, en abril pasado en su casa, a las afueras de Washington, en una imagen cedida.
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  • Toby Muse, escritor e jornalista, lançou o livro Kilo, que investiga o funcionamento do narcotráfico e critica a guerra contra as drogas, destacando a atual “época de ouro” da cocaína.
  • O texto aponta que a produção está concentrada em Colombia, Bolivia e Peru, com a Colômbia registrando recordes nos últimos anos e liga o sucesso a falhas do processo de paz com as FARC, iniciado em 2016.
  • A reportagem enfatiza que a demanda nos países ricos sustenta o negócio e critica a falta de discussão sobre consumo e políticas de redução da demanda.
  • Segundo Muse, governos e políticos são responsabilizados, mas há estabilidade das mesmas políticas sem solução clara, com Trump intensificando ações contra cartéis.
  • O autor antecipa aumento da violência europeia ligada ao tráfico, com sinais de brutalidade em portos e cidades, e alerta para que a Europa não esteja preparada para enfrentar o problema.

Toby Muse, escritor e jornalista britânico-americano, lança em espanhol o livro Kilo, referência sobre a máquina que sustenta o narcotráfico. A obra analisa o fracasso da guerra às drogas e a ascensão de novos poderes cartelares.

Muse mergulhou por mais de 15 anos no mundo da cocaína, desde laboratórios até acampamentos de guerrilhas na selva colombiana, buscando entender as motivações que prendem pessoas ao tráfico e desmontar promessas falsas da política antidrogas.

O livro, lançado originalmente há seis anos, ganha edição em espanhol pela Capitán Swing em 2026. A narrativa acompanha a trajetória de um fardo de cocaína, desde campos pobres da Colômbia até o consumo global.

O panorama da cocaína hoje

Muse afirma que vivemos a era de ouro da produção, concentrada em Colômbia, Bolívia e Peru. A queda das FARC em 2016 abriu territórios para o narcotráfico, pois o governo não consolidou lei e paz em todas as regiões.

Segundo o autor, a demanda mundial sustenta a oferta. Países ricos consumem amplamente cocaína, enquanto a produção local se amplia diante da ausência de políticas coordenadas de redução da demanda.

Responsáveis pelo impasse

Para Muse, governos e sociedades devem assumir parte da responsabilidade. Políticas repetidas sem resultados claros alimentam o ciclo de violência, sem avanço para a legalização ou alternativas viáveis.

O retorno de Donald Trump ao poder nos EUA intensifica a pressão sobre governos latino-americanos. México, Colômbia e outros enfrentam maior cooperação de Washington com medidas duras contra cartéis.

Trajetória de guerra e mercado

Muse observa que a violência desloca-se para áreas urbanas europeias e mercados internacionais. Em portos como Roterdã, há sinais de corrupção e combate armado cada vez mais presentes, com jovens sicários em ambientes urbanos.

O autor reforça que a Cocaína acompanha o capitalismo global: demanda estável nos mercados de EUA e Europa impulsiona a produção, com consequências graves para as populações locais.

Perspectivas para o futuro

A previsão de Muse é de que a violência e a atuação das cartéis se intensifiquem na Europa, com mais armas e redes fortalecidas. Ele aponta a necessidade de respostas públicas e coordenadas para reduzir danos humanos.

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