- O calor em salas de aula na Inglaterra tem sido relatado como intenso, com salas chegando a 33 °C em alguns períodos.
- Pais e docentes descrevem desmaios, mal-estar e dificuldade de aprendizado em alunos, incluindo casos de crianças com necessidades especiais.
- O governo britânico ainda não fixou um limite máximo de temperatura no ambiente de trabalho, enquanto o Climate Change Committee avalia propostas para mudança; há defesa de um teto de 26 °C por alguns sindicatos.
- Escolas adotam medidas para reduzir calor, como melhorias estruturais, telhados refertados e ar condicionado em parte das dependências; algumas estão investindo em energia solar.
- Familiares de alunos destacam a necessidade de investimentos governamentais em infraestrutura escolar para tornar as escolas mais seguras e adequadas ao aprendizado em dias quentes.
O calor está tornando as salas de aula impraticáveis em algumas escolas do Reino Unido, segundo pais e docentes. Após recordes em maio, uma nova onda de temperaturas elevadas atinge partes da Inglaterra, tornando o ambiente escolar desconfortável, especialmente para estudantes que fazem provas ou têm necessidades especiais.
Relatos apontam que salas chegaram a 33C em anos recentes, com casos de desmaio entre professores e alunos. Em Bedfordshire, uma mãe relata que a filha tem dificuldade de regulação da temperatura e ficou sem resposta no ano passado. O impacto não se restringe aos estudantes com condições médicas.
Em Hertfordshire, o diretor de uma escola primária descreve alunos que ficam excessivamente quentes, adoecem ou perdem a concentração, chegando a dormir durante as aulas. A temperatura elevada também é um desafio para o desempenho em avaliações e para a gestão do comportamento.
Medidas e perspectivas
O Departamento de Educação afirma não haver limite máximo de temperatura nos ambientes de trabalho, incluindo escolas, e que avalia propostas para estabelecer regras mais firmes. O Comitê de Mudanças Climáticas destacou que temperaturas internas elevadas prejudicam a aprendizagem e a saúde.
Sindicatos defendem limites legais de temperatura, enquanto representantes da educação sugerem um teto de 26C como adequado para ambientes internos. Especialistas e gestores questionam como reduzir o calor sem interromper o funcionamento escolar.
Ações locais têm buscado melhorias. Em Cambridgeshire, por exemplo, escolas investiram em infraestrutura, incluindo cobertura refletiva no piso e renovação do telhado, além de implementar ar-condicionado em parte do prédio e painéis solares. Tais medidas visam reduzir desconforto e manter a continuidade das aulas.
Em Rickmansworth, a escola primária aumentou investimentos para enfrentar o calor. A aquisição de gramado sintético para cobrir o pátio refletiu calor de volta para o interior, e o edifício recebeu reforma de telhado. A expectativa é ampliar a refrigeração e a ventilação.
Casos locais destacam a importância de adaptar ambientes educativos. Famílias lembram que o calor pode acelerar crises em alunos com necessidades especiais, dificultar a movimentação ou aumentar a desregulação emocional. Há pedidos para que o governo priorize a modernização de edifícios escolares.
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