- Em dezoito de junho, no Ministério da Educação, a Comissão de Implantação da Unind elegeu por aclamação o presidente Gersem Baniwa e a vice-presidente Rita Potyguara.
- A partir de agora, a comissão vai definir o cronograma de debates, estudos técnicos, além do estatuto, regimento geral, projeto pedagógico institucional e os primeiros cursos.
- A composição reúne representantes de seis órgãos do MEC, oito do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, dois do Ministério dos Povos Indígenas, dois da Funai e cinco da Andifes, visando pluralidade.
- As reuniões ocorrerão mensalmente, com possibilidade de convocações extraordinárias; poderão ser convidados especialistas e representantes de outras entidades, sem direito a voto.
- A Unind deve iniciar atividades em 2027 com dez cursos de graduação em áreas estratégicas para povos indígenas; Brasília é apontada como sede inicial em relatório de viabilidade.
A Comissão de Implantação da Universidade Federal Indígena (Unind) realizará seus trabalhos a partir de 2026, após a publicação da Lei nº 15.418/2026 que criou a instituição. Em 17 de junho, no Ministério da Educação (MEC), a comissão elegeu, por aclamação, o presidente e a vice-presidente do colegiado. O pleito ocorreu no primeiro encontro desde a sanção da lei.
Gersem Baniwa ficará à frente da comissão, enquanto Rita Potyguara assume a vice-presidência. A partir de agora, o grupo definirá cronograma de trabalho, debates técnicos, o estatuto, o regimento geral, o projeto pedagógico institucional e a seleção inicial de cursos a serem implementados.
A chapa eleita destacou o protagonismo dos povos indígenas na construção da universidade, ressaltando a importância do trabalho coletivo para o funcionamento da instituição. A mesa é composta por representantes de diferentes entidades para assegurar a pluralidade da educação superior no Brasil.
Composição da Comissão
A formação inclui seis representantes do MEC, sete entre titulares e suplentes e órgãos como SE, Secadi e Sesu, além de funções administrativas. Também integram oito membros indicados pelo FNEEI, dois do MPI, dois da Funai e cinco da Andifes.
Funcionamento e prazos
As reuniões ocorrerão mensalmente, com convocações extraordinárias possíveis. Especialistas e representantes de outras entidades poderão ser convidados para contribuir, sem direito a voto. Um cronograma detalhado será encaminhado ao ministro da Educação, Leonardo Barchini, com duração prevista de um ano, prorrogável por mais um.
Perfis dos titulares
Gersem José dos Santos Luciano pertence à etnia Baniwa, é graduado em filosofia pela Ufam, com mestrado e doutorado em antropologia pela UnB, e atua como professor na UnB. Rita Gomes do Nascimento é potiguara, doutora em educação pela UFRN, e atua como diretora da Flacso e coordenadora de programa indígena.
Sobre a Unind
A Unind terá como foco o desenvolvimento de conhecimento científico voltado à gestão territorial, à sustentabilidade e aos direitos indígenas, dialogando com saberes tradicionais. A instituição planeja início das atividades em 2027, com 10 cursos de graduação voltados a áreas estratégicas para comunidades indígenas.
A criação da universidade indígena teve início na produção de debates na CNEEI, a partir de 2010, com avanços significativos a partir de 2023. Em 2024, o MEC formou grupo de estudos técnicos para avaliar a viabilidade, reunindo seminários com participação de 3.272 pessoas em todo o país.
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