- Governo editou Medida Provisória que cria política integrada para formação em medicina; o Enamed passa a avaliação obrigatória da graduação, exame de acesso à residência e requisito para o exercício profissional, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei, em Divinópolis (MG).
- O Enamed será aplicado semestralmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com aplicação descentralizada em municípios que oferecem cursos de medicina; a edição de 2026 tem inscrições abertas até 29 de junho, com provas em 13 de setembro.
- A segunda etapa da avaliação, ao final do curso, passa a ser requisito para inscrição no Conselho Regional de Medicina, e graduados que não forem aprovados poderão refazê-la em edições seguintes.
- A norma prevê uso do Enamed para atos regulatórios estaduais e distritais e cria o Sistema Nacional de Avaliação das Residências (Sinares); a governança contará com uma comissão consultiva envolvendo MEC, Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina e entidades da área.
- O objetivo é alinhar graduação, residência e habilitação às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliar a qualidade da formação médica e reduzir desigualdades regionais.
O Governo do Brasil editou uma Medida Provisória que cria uma política integrada para a formação médica no país. O Enamed passa a ser avaliação obrigatória da graduação, entrada na residência e requisito para o exercício profissional. Assinada por Lula, Barchini e Padilha, a MP foi anunciada durante a inauguração do HU-UFSJ, em Divinópolis (MG).
A normativa busca alinhar formação, residência e habilitação a necessidades do SUS, assegurando segurança, ética e domínio técnico. MEC e MS buscam avaliar o desempenho sob referenciais comuns para aprimorar o sistema regulatório e a qualidade da formação médica.
A proposta nasceu do diálogo com instituições e entidades da área, com o objetivo de ampliar a comparabilidade dos resultados e a capacidade regulatória do Estado sobre a formação. O Enamed será aplicado semestralmente pelo Inep, com atuação descentralizada em municípios que ofertem medicina.
Enamed: funcionamento e impactos
A avaliação ocorrerá em dois momentos: ao fim do 4º ano, diagnóstico; e ao final do curso, aprovação para inscrição no Conselho Regional de Medicina. A segunda etapa será requisito para o exercício profissional, para convivência com o Revalida.
A edição de 2026 já tem inscrições até 29 de junho; as provas serão em 13 de setembro. Os resultados valem para avaliação de cursos, não para o exercício imediato, conforme a edição atual.
Regulação, residência e governança
O Enamed terá uso como parâmetro para atos regulatórios dos sistemas estaduais e distrital. A nota individual do estudante compõe o Conceito Enade do curso, influenciando medidas de regulação em casos graves.
A MP cria o Sinares, o Sistema Nacional de Avaliação das Residências, sob regulamentação da CNRM. A governança incluirá uma comissão consultiva com MEC, MS, CFM, entidades da sociedade civil e associações médicas.
Conexão com o Revalida e expansão de vagas
A norma prevê que a segunda etapa do Enamed substitua a parte teórica do Revalida para validação de diplomas no Brasil. A prova prática do Revalida permanece sob responsabilidade do Inep. Médicos com diploma revalidado antes da MP ficam dispensados.
A proposta reforça a relação entre formação médica e necessidades do SUS, alinhando o conjunto de instrumentos avaliativos. A expansão da residência médica continuará a ser acompanhada por políticas federais de financiamento e regulação.
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