- John Della Costa, pesquisador da BICEP, usa o MIT OpenCourseWare para envolver a comunidade da Antártica em conteúdos de física, em uma série chamada “Fysics Fridays”.
- O curso STS.042/8.225, “Einstein, Oppenheimer, Feynman: Physics in the Twentieth Century”, é oferecido pela MIT Open Learning e está disponível gratuitamente online.
- A colaboração BICEP utiliza telescópios de rádio no Polo Sul para estudar o fundo de micro-ondas cósmico e buscar sinais de ondas gravitacionais primordiais, apoiando a ideia de inflação cósmica.
- Della Costa baixou vários cursos com antecedência devido ao acesso limitado à internet, planeja passar um ano no Polo Sul (de novembro de 2025 a dezembro de 2026) e ficou isolado da maior parte do mundo durante esse período.
- A iniciativa ganhou apoio do professor David Kaiser, que pretende oferecer um colóquio especial por Zoom para a comunidade local, fortalecendo o aprendizado e a convivência na estação.
MIT Open Learning chega ao Polo Sul com aulas abertas
John Della Costa, pesquisador da BICEP, usa MIT OpenCourseWare para envolver colegas de campo antártico em física e fortalecer a comunidade durante o inverno. A iniciativa acontece a partir da base de South Pole, em série semanal.
A BICEP usa radiotelescópios no Polo Sul para estudar o fundo cósmico de micro-ondas. A busca foca sinais de ondas gravitacionais primordiais que apoiariam a teoria da inflação cósmica.
Della Costa acompanha a classe STS.042/8.225, Einstein, Oppenheimer, Feynman: Physics in the 20th Century, oferecida pelo MIT Open Learning. O curso é parte da série Fysics Fridays que ele criou com a equipe.
Fysics Fridays cresce entre quem fica no inverno
O professor David Kaiser, que leciona o curso, recebeu mensagens de aprendizes remotos e destacou o contato com Della Costa como marcante. Kaiser diz que o apoio do grupo é inspirador.
A BICEP utiliza várias etapas de observação para entender o universo. Em especial, busca evidências de ondas gravitacionais que expliquem a expansão rápida do cosmos no início.
Kaiser co-dirige grupo de cosmologia do começo do universo com Guth. Ele tem colegas que já trabalharam na Antártida como winter-overs, entendendo o desafio da missão.
Como tudo começou e o que foi estudado
Della Costa conheceu o MIT OpenCourseWare durante a pós-graduação. Em San Diego, ele buscava ampliar estudos de física nuclear, descoberta que o levou à plataforma.
Para o ano inteiro no Polo Sul (nov 2025 a dez 2026), ele planejou ocupar o tempo de isolamento com aprendizado. A estação fecha no dia 14 de fevereiro e reabre no fim de outubro.
Devido ao acesso restrito à internet, ele baixou conteúdos com antecedência, incluindo STS.042/8.225 e cursos de física e universo primordial.
Cursos baixados incluem 8.02, 8.03 e 8.286, além do STS.042/8.225, para estudo remoto durante a permanência isolada.
A história de STS.042/8.225 remonta à pandemia. Kaiser adaptou o curso para formato remoto, com slides e aulas por Zoom, para cerca de 100 estudantes globais.
O material online foi lançado no OpenCourseWare em agosto de 2022, com leitura de físicos, historiadores e sociólogos. O curso aborda desde a relatividade até cosmologia.
Della Costa destaca que o curso é acessível, mas denso, o que o torna ideal para a prática educativa na base isolada. Os temas avançam para cosmologia e Big Bang.
Construção de comunidade e aprendizado compartilhado
Além de ocupar o tempo livre, Della Costa enfatiza a importância da comunidade de 45 moradores no Polo. O isolamento extremo exige cooperação e apoio mútuo.
A ideia dos Fysics Fridays ganhou força há alguns meses. Os encontros incluem assistir a palestras e documentários sobre física toda sexta‑feira.
O grupo já realizou experimentos antes das sessões, como o experimento de dupla fenda. Planos apontam para uma câmara de nuvem para observar raios cósmicos.
Com a aproximação de Kaiser, está prevista a realização de um colóquio especial por Zoom para a comunidade no Polo Sul. A iniciativa reforça a relevância do conteúdo aberto.
Kaiser celebra a parceria, destacando o alcance e a qualidade do MIT Open Learning. A colaboração demonstra o potencial de aprendizado remoto de ponta.
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