- O Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge é acusado de tolerar misoginia e um ciclo de bullying em um tribunal trabalhista.
- O professor Wyn Evans afirmou que houve misoginia no instituto, com relatos de uma mulher pressionada a deixar o cargo, outra deixada “assustada” e uma terceira enfrentando “professores agressivos”.
- Evans diz ainda que a universidade retaliou contra denunciantes, incluindo a colega Dra. Gudrun Tausch-Pebody, contratada em 2012, que teria recebido um aviso de término de contrato em 2021, mesmo com financiamento disponível.
- A universidade nega as acusações, atribui a Evans uma vendetta contra o diretor do instituto, o professor Richard McMahon, e afirma que não houve evidência para sustentar as queixas.
- O tribunal em Bury St Edmunds avalia se Evans sofreu tratamento prejudicial por ter feito denúncias; o caso envolve disputas legais entre Evans e McMahon, já resolvidas fora da Justiça.
O Institute of Astronomy da Universidade de Cambridge está no centro de uma ação no tribunal trabalhista, com acusações de misoginia e de um ciclo de intimidação. O processo envolve Wyn Evans, professor de astrofísica, que afirma haver tolerância a condutas inadequadas no departamento.
Evans sustenta que uma colega foi exposta a assédio e que outra teve seu trabalho enfraquecido por colegas mais velhos. Ele também acusa a instituição de retaliar whistleblowers, em meio a uma disputa com o diretor do instituto.
Gudrun Tausch-Pebody, contratada pela Comissão Europeia, é citada como vítima de pressão e de tentativas de destruição de seu papel. Evans diz ter atuado para protegê-la, em meio a episódios de sofrimento psicológico relatados pela própria Tausch-Pebody.
Relatos no tribunal
Tausch-Pebody agradeceu ao professor pela intervenção, destacando padrões de maus-tratos a funcionárias administrativas. Ela descreveu impactos na saúde mental e no desempenho de seu trabalho, atribuídos a uma supervisão superior.
Akua Reindorf KC, advogada da universidade, classificou as declarações de Evans como manobra de rancor. A defesa afirma que o campus continua a defender-se contra as acusações com vigor financeiro e jurídico.
Reações e contexto institucional
McMahon, chefe de departamento, nega as acusações de conduta inadequada. A universidade diz não ter encontrado evidências para sustentar algumas alegações apresentadas no processo.
Belokurov, colega, relatou que investigações se estenderam e impactaram o grupo de pesquisa, com sinais de deterioração da coesão científica. O caso segue em andamento no tribunal de Bury St Edmunds.
A defesa afirma que a universidade contesta as alegações com base em evidências e nos termos legais. O desfecho do tribunal ainda não foi divulgado.
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