- A ministra do Tesouro, Lucy Rigby, defende mudanças nos empréstimos estudantis do Reino Unido, afirmando que o governo pode alterar os termos devido ao subsídio pesado aos estudantes.
- O debate segue pressão para reformar o sistema, com Rigby dizendo que a maioria dos jovens não vai para a universidade e que é preciso considerar a Justiça para os contribuintes.
- A polêmica envolve o “Plano 2” de empréstimo, no qual as parcelas são descontadas do salário, mas os juros costumam aumentar o saldo devido a rendas acima da inflação.
- A divergência ganhou impulso após a secretária de Estado para o Tesouro ter congelado, no ano passado, o teto de salário para as parcelas por três anos e ter sido alvo de críticas a juros acima da inflação.
- O governo ressaltou ações para tornar o sistema mais justo, como o aumento do teto de restituição pela primeira vez desde 2021, o teto máximo de juros e a reintrodução de bolsas de manutenção direcionadas, com o reembolso ligado à renda.
Ministros rejeitam acusações de injustiça e defendem mudanças em empréstimos estudantis, alegando que o modelo é subsidizado pelo governo. O debate ganhou força conforme aumenta a pressão por reformas no sistema no Reino Unido.
A secretária-chefe do Tesouro, Lucy Rigby, disse a MPs nesta quarta-feira que menos da metade dos jovens ingressa na universidade, e o governo precisa considerar a justiça para os contribuintes. O foco recai sobre os empréstimos do Plano 2, com parcelas descontadas dos salários, mas cuja dívida cresce devido aos juros mensais.
Rigby argumentou que empréstimos estudantis são diferentes de empréstimos comerciais, por serem amplamente subsidiados pelo Estado. Ela afirmou que, por essa razão, o governo pode alterar termos como forma de tornar o sistema mais justo diante de custos crescentes.
Contexto: mudanças e críticas
A polêmica teve início após a decisão de congelar, no ano passado, o teto de remuneração para o Plano 2 por três anos. Juros acima da inflação também têm sido alvo de críticas por parte de consumidores e campaigners.
O comparecimento da especialista em tesouraria ocorreu durante uma comissão seletiva, que investiga empréstimos estudantis e a tributação de formados. Parlamentares questionaram se é justo que o governo altere termos de contratos já firmados.
Reações de organizações e especialistas divergem. O empresário e defensor do consumidor Martin Lewis disse que mudanças seriam incompatíveis com leis de proteção ao consumidor em operação no setor privado.
O que mudou e próximos passos
O governo informou que aumentou pela primeira vez desde 2021 o limiar de pagamento e limitou as taxas de juros máximas para proteger os formandos. Além disso, ressaltou a reintrodução de bolsas de manutenção direcionadas para evitar impactos em graduados com menores rendimentos.
A comissão recebeu mais de 52 mil respostas à chamada de evidências, com relatos variando entre elogios a melhorias e críticas sobre o custo das parcelas. O diálogo permanece ativo entre governo, MPs e representantes de estudantes.
Entre na conversa da comunidade