- A partir da edição de 2026, estudantes que estão concluindo o ensino médio na rede pública terão inscrição automática no Enem, conforme portaria do Ministério da Educação.
- O Inep utilizará dados cadastrais já existentes enviados pelas redes de ensino estaduais e municipais para matricular os formandos do terceiro ano.
- Mesmo com a inscrição automática, os alunos precisarão validar a participação na Página do Participante, confirmando interesse, escolhendo a língua estrangeira e solicitando recursos de acessibilidade, se necessário.
- A automação dispensa a cobrança da taxa de inscrição, eliminando essa etapa para a maioria dos estudantes.
- O MEC prevê expansão da infraestrutura: cerca de dez mil novas escolas como locais de aplicação, com expectativa de que oitenta por cento dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola; planos de transporte estão sendo estudados.
Os estudantes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no Enem a partir de 2026. A medida foi oficializada por portaria do MEC e visa ampliar a participação e ampliar o uso do exame no Saeb.
O Inep utilizará os dados cadastrais já existentes, enviados pelas redes estaduais e municipais de ensino, para efetuar a matrícula dos formandos do terceiro ano. Não será necessário preencher a ficha de inscrição tradicional.
Apesar da automação, os alunos devem realizar uma etapa de validação na Página do Participante para confirmar o interesse, escolher a língua estrangeira e solicitar recursos de acessibilidade, se necessário.
Inscrição automática e participação
A etapa de validação fica a cargo do estudante, que deve confirmar a participação e indicar opções de idioma, além de solicitar atendimentos especiais. A automação não muda o direito à isenção da taxa de inscrição, que permanece para os interessados que cumprirem os critérios.
Com a mudança, o MEC espera aumentar a participação no Enem e fortalecer o uso do exame no Saeb, ao mesmo tempo em que reduz a burocracia para o acesso à prova.
Logística e locais de prova
Para acomodar o aumento de participantes, o Inep planeja ampliar a infraestrutura de aplicação, incluindo a abertura de cerca de 10 mil novas escolas como locais de avaliação. A meta é que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na mesma unidade de estudo.
Para casos que exijam deslocamento, o Ministério está analisando um plano de apoio logístico de transporte. A iniciativa busca facilitar o acesso de estudantes que precisem ir a outra cidade para realizar o exame.
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