- Aproximadamente 120 diretores e 260 membros das equipes diretas de centros públicos da Comunitat Valenciana assinaram dimissão em apoio à greve indefinida, que completa nove dias.
- A iniciativa busca pressionar a Generalitat a retomar as negociações com os sindicatos após a ruptura ocorrida na quarta-feira.
- As reivindicações abrangem redução da ratio de alunos por turma, mais recursos humanos para atender à diversidade, melhorias nas infraestruturas e climatização, além de mudanças na lei educativa que diminuiu o peso do valenciano no sistema; salário também é tema.
- Os diretores pretendiam registrar as dimissões na Les Corts, mas registraram-na na Consejería de Educación; pedem que Educação continue as negociações com os sindicatos.
- O presidente da Generalitat informou ter disposição para dialogar, com propostas economicamente quantificadas e a garantia de cumprimento se um acordo for assinado, após encontro com representantes da comunidade educativa.
Após nove dias de greve de docentes, cerca de 120 diretores de centros públicos não universitários da Comunitat Valenciana assinaram suas demissões em apoio à mobilização. Ao todo, 260 membros das equipes diretivas já apoiam a medida.
A medida é uma forma de pressão para que a Generalitat volte a negociar com os sindicatos, após a ruptura das negociações na quarta-feira. A mobilização repercute entre diretores de escolas, institutos, FP e creches na região.
Ainda nesta quinta-feira, a coleta de assinaturas já alcançava a marca de 260 direções, com expectativa de chegar a 300. A ação envolve mais de 3.500 docentes e 44.000 famílias, segundo os organizadores, que buscam mudanças significativas no pacto educacional.
Plenário e negociações
Os diretores pretendiam entregar os documentos na Assembleia, mas optaram por registrar na Consejería de Educación após não conseguir a publicação no parlamento. A ação ocorreu durante uma concentração em frente às Corts valencianas.
Entre os signatários estava Jaume Olmos, diretor de um colégio rural, que enfatizou a necessidade de diálogo com autoridades da educação. Olmos destacou falhas em infraestrutura, pessoal e apoio a alunos com necessidades especiais.
O presidente da Generalitat, Juanfran Pérez Llorca, manteve contato com representantes da comunidade educativa na saída de uma sessão no parlamento. Ele reiterou disposição para continuar as negociações, inclusive no fim de semana, e afirmou ter propostas econômicas já mapeadas.
Segundo Olmos, há motivos para manter a negociação com a Educação, que segundo ele não pode mais tapar lacunas de estrutura e recursos. A avaliação é de que as reivindicações envolvem melhoria de climatização, redução de alunos por classe e reforço de equipes para atendimento à diversidade.
A mobilização continua, com as entidades sindicais pressionando por acordos que incluam salário, condições de trabalho e orçamento para infraestruturas. A greve docente permanece em vigor, enquanto as partes buscam um desfecho para o impasse.
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