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Startup brasileira leva gamificação e IA às salas de aula

Startup brasileira Gamefik amplia atuação global com versão B2C para professores do ensino fundamental e médio, em português, inglês e espanhol

inteligência artificial da plataforma atua como suporte pedagógico real
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  • A Gamefik, startup brasileira, expandiu para o mercado internacional com uma versão voltada a professores do ensino fundamental e médio, disponível em português, inglês e espanhol ainda neste semestre.
  • A empresa migra do modelo B2B para o B2C, chegando diretamente aos docentes, em mercados prioritários nas Américas.
  • A plataforma utiliza gamificação e inteligência artificial, oferecendo um universo colecionável com quizzes, missões e itens que aparecem dentro de personagens como Thorzinho, Lumia e Chronos, conectando conteúdo a conceitos educativos.
  • A mecânica coletiva, o Baú da Turma, recompensa a turma toda quando metas são atingidas, promovendo colaboração e reduzindo carga de trabalho individual.
  • A IA funciona como suporte pedagógico, criando e corrigindo atividades automaticamente para tornar o tempo de tela mais significativo; previsão de o setor global de tecnologia educacional alcançar US$ 348 bilhões até 2030.

A Gamefik, startup brasileira, amplia sua plataforma de gamificação e IA para o mercado internacional, com uma versão voltada a professores do ensino fundamental e médio disponível em português, inglês e espanhol ainda neste semestre. A proposta é transformar a sala de aula em uma experiência engajadora, mantendo o conteúdo educacional.

A expansão marca uma mudança estratégica: após mais de dez anos no modelo B2B para escolas brasileiras, a empresa passa a atender docentes de forma direta no modelo B2C, conectando o professor ao protagonismo da aprendizagem dentro da própria sala.

O contexto é de desengajamento estudantil frente a plataformas de entretenimento, como TikTok e YouTube. A Gamefik apresenta uma solução que utiliza a linguagem dos jogos para fortalecer a linguagem pedagógica sem aumentar a carga de trabalho dos professores.

Letramento digital e mecânicas de jogo

A mecânica central é um universo colecionável. A cada quiz ou missão criado pelo professor, alunos recebem moedas, gems e baús com itens de raridade progressiva. Lendas como Thorzinho, Lumia e Chronos conectam curiosidades educacionais ao conteúdo estudado.

A dinâmica cooperativa também é enfatizada pelo Baú da Turma. Quando a turma alcança metas, recompensas são distribuídas coletivamente, incentivando colaboração na sala de aula. A IA atua como suporte, criando e corrigindo atividades de forma automática.

Implicações da expansão

Marcelo Brenner, sócio-fundador, afirma que o problema do desengajamento não é falta de interesse, e sim de linguagem. A ferramenta pretende reduzir o tempo operacional do docente, priorizando o engajamento dentro do contexto de aprendizado.

A iniciativa foca inicialmente em três idiomas – português, inglês e espanhol – visando Brasil, América Latina e Estados Unidos. O mercado global de tecnologia educacional deve atingir US$ 348 bilhões até 2030, segundo pesquisa da Grand View Research.

A trajetória brasileira inclui parcerias com iniciativas como o Projeto Ismart, que conectou alunos de escolas públicas a ferramentas como Khan Academy, contribuindo para aprimorar a abordagem pedagógica da plataforma.

Sobre o impacto esperado

Brenner ressalta que a expansão busca respeitar o papel do professor, potencializar o aprendizado e tornar o engajamento uma prática natural na sala. A Gamefik pretende manter o equilíbrio entre uso educativo e inovação tecnológica.

Publicado por André Nicolau, CNN Brasil.

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