- Inadimplência do aluguel no Brasil ficou em 3,22% em maio, alta de 0,04 ponto percentual ante abril, que fechou em 3,18%.
- Comparação anual: maio de 2025 tinha sido 3,33%, ainda assim posição mais alta que o mês atual.
- Regionalmente, Nordeste lidera com 5,39% (maio), seguido por Norte (4,38%), Sudeste (3,15%), Centro-Oeste (2,85%) e Sul (2,67%).
- Pela faixa de aluguel, contratos mais baratos e mais caros concentram as maiores taxas: até 1 mil residencial 6,31%; até 1 mil comercial 7,60%.
- Acima de 13 mil de aluguel, residencial chegou a 6,16% e comerciais nessa faixa ficou em 4,90%.
A inadimplência do aluguel no Brasil aumentou em maio, segundo levantamento da Superlógica. A taxa avançou 0,04 ponto percentual, fechando o mês em 3,22%, após queda em abril, quando ficou em 3,18%. O índice é calculado com base em mais de 800 mil contratos de locação.
Locatários com boletos antigos em atraso ou pagos com atraso superior a 60 dias entram na contagem de inadimplentes. Em relação ao mesmo mês de 2024, o indicador mostra melhora, já que maio do ano passado marcava 3,33%.
A visão da plataforma é de que a inflação e a trajetória da taxa de juros, ao longo de 2026, devem influenciar a capacidade de pagamento dos inquilinos nos próximos meses. A avaliação está condicionada ao cenário econômico.
Inadimplência por região
O Nordeste manteve o maior índice, em 5,39% em maio, com alta de 0,41 p.p. em relação a abril. Em seguida ficou a região Norte, com 4,38%.
O Sudeste, principal mercado, subiu pela segunda vez seguida, indo de 2,94% para 3,15%. O Centro-Oeste caiu de 2,97% para 2,85%.
O Sul apresentou a menor taxa do país, em 2,67%, registrando leve alta de 0,02 p.p.
Recorte por faixa de aluguel
Entre os contratos residenciais com aluguel até 1 mil, a inadimplência atingiu 6,31% em maio, ante 5,56% em abril. Nos imóveis comerciais na mesma faixa, o índice foi de 7,60%, frente 7,00% no mês anterior.
Para imóveis comerciais na faixa até 1 mil, o aumento foi de 0,47 p.p., fechando em 4,90%. Na faixa de aluguel acima de 13 mil, a inadimplência no residencial subiu 1,64 p.p. para 6,16% em maio.
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