- Joby Aviation e Archer Aviation estão em processo de disputa legal desde novembro de dois mil vinte e cinco, com alegações de espionagem empresarial e questionamentos sobre vínculos com a China.
- Em março de dois mil e vinte e seis, Archer moveu ação contra a Vertical Aerospace por infração de patente, acusando-a de copiar o design Midnight.
- A disputa ocorre pouco mais de um ano após Archer ter sido notícia por acordo com a Wisk Aero; a reabertura do caso depende de cumprimento do acordo, conforme a disputa avança? (ajuste para clareza)
- A investigação da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos sobre as ligações da Joby com a China pode atrasar a certificação da empresa pela FAA e o lançamento comercial.
- No andamento, Joby avança na certificação e mostrou voo de JFK a Lower Manhattan; Archer diz estar próximo de levar passageiros em dois mil e vinte e oito, ainda que ações de ambas as empresas tenham queda significativa.
O setor de táxis aéreos elétricos enfrenta um confronto jurídico acirrado entre as empresas líderes Joby Aviation, Archer Aviation e Vertical Aerospace. disputas que envolvem espionagem industrial, acusações de violação de patentes e alegações sobre supostas cópias de designs. Os processos ocorrem em meio a uma etapa crucial para a indústria, ainda buscando certificação da FAA para operação comercial.
A tensão entre Joby e Archer tomou as primeiras páginas no fim do ano passado, quando cada uma acusou a outra de práticas desleais. Joby afirmou que um ex-funcionário transferiu informações técnicas e de comunicação para a Archer. A Archer rebateu, dizendo que a Joby enganou o governo ao classificar componentes chineses como itens de consumo. O caso segue em confronto nos tribunais.
Em fevereiro, Archer dirigiu uma ação contra a Vertical Aerospace, alegando que o design de seu eVTOL Midnight foi copiado para o modelo Valo da Vertical. A Archer aponta semelhanças em recursos de desenho com potencial de vantagem competitiva. A Vertical nega as acusações, afirmando tratar-se de assunto técnico desfocado.
Entre as disputas, o histórico de litígios envolvendo a Wisk Aero, apoiada pela Boeing, voltou à tona após um acordo considerado encerrado ter sido reaberto pela empresa para fazer cumprir termos do acordo. A situação reabriga dúvidas sobre prazos de certificação e o ritmo de saída de mercado de cada companhia.
Na prática, as acusações já impactam a percepção de investidores e o avanço regulatório: as ações da Joby perderam boa parte de seu valor neste ano, com quedas na casa de cerca de 30% a 35%. A Archer sofreu queda similar, alimentando a apreensão sobre custos legais e a viabilidade de acelerar a certificação da FAA.
Panorama regulatório e futuro
Joby afirma estar próximo de conclusão de etapas de certificação da FAA, com planos de lançar serviços em Dubai ainda neste ano, quando as exigências locais são menos rígidas. A Archer aponta para conclusão de três das quatro fases de certificação, mirando de fato a temporada de uso comercial em 2028, com foco inicial em viagens urbanas.
Especialistas ouvidos destacam que a disputa por propriedade intelectual, assim como a competição por talentos, torna ainda mais estreita a janela de viabilidade. O ritmo de aprovação regulatória permanece um obstáculo significativo para todas as partes envolvidas.
No horizonte, o setor aguarda respostas de autoridades, decisões judiciais e novas estratégias de cooperação entre fabricantes e reguladores. O objetivo comum é consolidar a viabilidade de uma nova modalidade de mobilidade urbana com menor ruído e emissões, sem comprometer padrões de segurança.
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