- EUA propõem tarifa de 12,5% sobre produtos do Brasil após concluírem investigação sobre importações com suposto trabalho forçado; Brasil está entre 60 países e a União Europeia citados pela falta de fiscalização.
- A proposta será submetida a consultas públicas em audiências marcadas para o dia 7 de julho.
- O anúncio ocorreu durante a madrugada, com o texto classificando o Brasil entre os que não proíbem nem fiscalizam adequadamente o trabalho forçado.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu, cobrando telefonema de Donald Trump para explicar a medida e citando atraso em acordo com um grupo de trabalho.
- O senador Flávio Bolsonaro afirmou ter enviado carta ao governo dos Estados Unidos pedindo que as tarifas não sejam impostas, alegando deterioração fiscal e econômica no Brasil.
- Trump publicou, nas redes sociais, uma foto de encontro com Flávio Bolsonaro, com elogios ao senador.
O governo dos Estados Unidos propôs elevar tarifas sobre produtos brasileiros em 12,5% após concluir uma investigação sobre importações supostamente feitas com trabalho forçado. O relatório do Escritório do Representante de Comércio dos EUA aponta o Brasil entre 60 países citados por falhas no combate a essa prática. A proposta será discutida em audiências públicas em 7 de julho.
O texto classifica o Brasil como país que não proíbe nem fiscaliza adequadamente a importação de itens produzidos com trabalho forçado. Com isso, o Brasil entra na lista de economies sob avaliação para a aplicação de tarifas adicionais. A decisão segue após a conclusão do diagnóstico da investigação comercial dos EUA.
Reação do governo brasileiro
O presidente Lula reagiu à medida, dizendo que solicitou um contato direto com o governo norte-americano para esclarecer as questões apresentadas. O mandatário afirmou ter buscado, junto a Donald Trump, um prazo para um grupo de trabalho discutir os pontos levantados pela apuração, mas percebeu apenas uma reunião até o momento.
Reação de Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro informou ter enviado uma carta ao governo dos EUA para pedir que as novas tarifas sejam evitadas. No documento, ele argumenta que o Brasil atravessa um período de deterioração fiscal e econômica e que tarifas adicionais prejudicariam o povo brasileiro. A discussão envolve também declarações cruzadas entre simpatizantes e opositores.
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