- JPYSC foi lançado oficialmente, sendo a primeira stablecoin em iene lastreada por um banco fiduciário no Japão, emitida pelo SBI Shinsei Trust Bank e distribuída exclusivamente pela SBI VC Trade.
- A moeda está atrelada 1:1 ao iene e classificada como instrumento de pagamento eletrônico, sem limite de transações.
- A estrutura de emissão é distinta: o SBI Shinsei Trust Bank mantém ativos de reserva em um conta fiduciária segregada, e os detentores têm direito direto sobre o iene subjacente.
- A Startale Group forneceu a infraestrutura de blockchain e ferramentas de desenvolvimento; a gestão regulatória permite que sejam usados regimes de stablecoins lastreadas por reservas sob a lei de pagamentos.
- Inicialmente, o acesso é restrito aos usuários da SBI VC Trade; há planos para um serviço de empréstimos com JPYSC e usos de tokenização de ativos reais e liquidação entre redes para instituições.
JPYSC, stablecoin lastreada por um trust bank, foi oficialmente lançada hoje no Japão. Emitida pelo SBI Shinsei Trust Bank e distribuída exclusivamente pela SBI VC Trade, a moeda está atrelada 1:1 ao iene e funciona como instrumento de pagamento eletrônico sob a Payment Services Act. Não há teto de transação.
Diferentemente das stablecoins de transferência de fundos anteriores, que tinham limite de 1 milhão de ienes, o JPYSC não impõe essa restrição. O objetivo é viabilizar liquidação on-chain em escala institucional, transações com ativos tokenizados e usos de câmbio internacional.
Estrutura regulatória de trust bank
A diferenciação central é a arquitetura de emissão. O SBI Shinsei Trust Bank detém ativos de reserva, caixa e instrumentos líquidos iene em uma conta fiduciária segregada. Os detentores têm uma pretensão legal direta sobre o yen subjacente, conforme a lei de pagamentos.
Essa estrutura, combinada à classificação como instrumento de pagamento eletrônico, marca o JPYSC como pioneiro dentro do novo arcabouço regulatório japonês para stablecoins geridas por trust banks. A regulação brasileira e internacional não é citada no texto.
Startale Group, com sede em Cingapura, co-desenvolve o JPYSC e forneceu infraestrutura blockchain e ferramentas de desenvolvimento. O CEO da Startale, Sota Watanabe, descreveu o token como infraestrutura para usuários no varejo japonês, empresas e instituições financeiras globais.
Em outubro de 2025, a JPYC recebeu aprovação como primeira stablecoin de iene reconhecida legalmente no Japão, sob a estrutura de transferências com teto de 1 milhão de ienes. Grandes bancos do país, MUFG, SMBC e Mizuho, trabalham em um projeto de stablecoin com plano de operações comerciais em 2026.
Acesso e uso inicial
O JPYSC terá acesso inicial restrito a clientes da SBI VC Trade, decisão de regulação que deve permanecer até esclarecer tratamento fiscal e regulatório. A medida visa garantir uma implementação gradual de um instrumento novo, com mercado potencial ainda limitado aos clientes da exchange.
A SBI VC Trade já sinalizou que poderá oferecer um serviço de empréstimo com JPYSC, acrescentando mecanismos de rendimento ao instrumento de liquidação. O uso de ativos reais tokenizados é visto como aplicação de longo prazo, especialmente para mercados de securitizados e operações financeiras tokenizadas.
Perspectivas regulatórias e setoriais
A trajetória regulatória reforça a relevância do modelo com lastro em reserva e governança sob trust bank. Reguladores destacam a legitimidade como critério de adoção institucional, especialmente em operações transfronteiriças e pagamentos entre instituições.
A presença de uma infraestrutura multi-cadeia anunciada pela Startale, com planos de integração a cadeias públicas via infraestrutura apoiada pela Sony, pode ampliar a abrangência do JPYSC. Resta saber como essa arquitetura será adotada na prática pelas instituições japonesas e reguladores.
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