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Lobista do Master é suspeito de fraudar fundos de pensão por 10 anos, diz PF

PF aponta que lobista Ricardo Gordo fraudou fundos de pensão por mais de dez anos, usando o mesmo esquema para captar R$ 3 bilhões do RioPrevidência

Ricardo Siqueira Rodrigues, o Ricardo Gordo
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  • A Polícia Federal aponta Ricardo Siqueira Rodrigues, o Ricardo Gordo, como lobista que desvia recursos de fundos de pensão há pelo menos dez anos, usando o mesmo método.
  • Ele é considerado articulador que viabilizou a aplicação de R$ 3 bilhões do RioPrevidência no Banco Master.
  • A PF diz que a captação para o Master segue o mesmo modus operandi de esquemas investigados em pelo menos quatro operações anteriores.
  • Em depoimento, ele mostrou, em 2016, o pagamento de R$ 1 milhão em comissões a Renato de Matteo, ligado a institutos de previdência.
  • Mensagens indicam recebimento de R$ 41,9 milhões do Master para atuar como captador em RPPS, com tratativas iniciando em 2023.

O empresário Ricardo Siqueira Rodrigues, conhecido como Ricardo Gordo, é acusado pela Polícia Federal de desviar recursos de fundos de pensão por mais de uma década. Segundo a PF, ele usa o mesmo método há anos.

A PF aponta que Ricardo Gordo foi o articulador e lobista de investimentos no RioPrevidência, fundo que paga aposentadorias de servidores do estado, com valores próximos a bilhões. Ele teria atuado via Banco Master.

A 8ª fase da Operação Compliance Zero deflagrou buscas contra o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, e contra o próprio Ricardo Gordo, em colaboração com a PF. O objetivo é esclarecer movimentações de recursos.

Ricardo Gordo já admitiu, em depoimento, o esquema de comissões ligadas a investimentos de RPPS. A PF sustenta que o padrão segue o método utilizado em investigações anteriores.

Ao longo de sua carreira, ele foi citado em outras apurações, incluindo a CPMI dos Correios, que apontou contribuições para desvios em previdências administrativas. Os relatos remetem a práticas de captadores.

Em 2018, a Operação Rizoma o prendeu preventivamente, sob suspeita de levar a déficits no Postalis e no Serpros. Ele encerrou acordo de delação premiada com multa elevada.

A Operação Circus Maximus investigou vantagens a diretores do BRB para projetos imobiliários no Rio, ligados a empreendimentos com a marca Trump. O caso amplia o leque de desmentes envolvidos.

A depender de desdobramentos, Ricardo Gordo foi denunciado em 2019 por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. O processo permanece em curso na Justiça.

Em 2024, a Comissão de Valores Mobiliários condenou o empresário a pagar R$ 53,3 milhões por operação fraudulenta ligada a um hotel. O caso envolve irregularidades financeiras.

Mensagens apreendidas mostram que Ricardo recebeu R$ 41,9 milhões do Banco Master para atuar como captador em RPPS, com tratativas iniciadas em 2023, quando o banco buscava captar recursos.

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