- Brett Blundy, bilionário australiano, lidera campanha para tirar a presidente Donna James do comando da Victoria’s Secret & Co, possuindo cerca de 13% da Victoria’s Secret lingerie brand por meio da BBRC International.
- BBRC é o segundo maior acionista único e pode viabilizar uma aquisição hostil; Blundy tenta ingressar no conselho desde 2021.
- A votação ocorre na reunião anual da empresa nos EUA, marcada para as 8h30, horário da costa leste, e Mariam Naficy não irá se recandidatar.
- O conselho rejeitou pedidos anteriores de Blundy para integrar o board, citando “risco reputacional significativo” ligado à Lovisa e Honey Birdette.
- A partir de ações legais e estratégicas, a companhia adotou um “poison pill” para diluir a participação de interessados; proxy firms como Institutional Shareholder Services (ISS), Glass Lewis & Co e Egan-Jones Proxy Services apoiam o conselho.
Brett Blundy, bilionário australiano, lidera uma campanha de alto risco para destituir a chair de longa data da Victoria’s Secret & Co, preparando um confronto na reunião anual da empresa nos EUA nesta quinta-feira. A iniciativa envolve a BBRC International, gestora de Blundy, que detém cerca de 13% das ações da Victoria’s Secret, o que a torna a segunda maior acionista individual.
A BBRC busca a remoção da chair de longa data, Donna James, após anos de disputa sobre a estratégia da empresa e a ausência de indicação dele ao conselho. Blundy, com patrimônio estimado em 4,5 bilhões de dólares, tem pressionado por mudanças desde 2021 e já pediu presença no conselho sem sucesso. O acionista tornou públicas suas críticas em maio.
A empresa argumenta que recusou a entrada de Blundy no board devido a riscos reputacionais significativos ligados à participação dele na Lovisa e na Honey Birdette, marcas sob seu guarda-chuva. Blundy já alega prejuízos aos acionistas por gestão considerada ineficiente e capital mal alocado.
Contexto e ações em curso
O pleito ocorre pouco antes da votação na assembleia geral anual, marcada para as 8h30 no horário da costa leste dos EUA. O objetivo é afastar James e, possivelmente, influenciar a composição do conselho diante de uma mudança recente de estratégia da marca.
Como parte do embate, a Victoria’s Secret utiliza uma defensiva conhecida como “poison pill”: a regra permite que acionistas existentes comprem mais ações caso alguém ultrapasse 15% de participação, diluindo possíveis interessados em aquisição hostil.
Três empresas de consultoria de voto substituto apoiam a direção, defendendo que a gestão atual é a melhor para aumentar o valor para acionistas. ISS, Glass Lewis e Egan-Jones argumentam que o desempenho da empresa já se recuperou desde a spin-off de 2021.
Desempenho recente e expectativas de mercado
As ações da Victoria’s Secret tiveram alta recente, superando 50% de valorização no último mês, o que dificulta a mudança no conselho. Analistas apontam que a recuperação está associada ao reposicionamento da marca como símbolo de luxo para um público seleto e à contenção de descontos.
A empresa também voltou a investir na sua imagem histórica, com o retorno do tradicional desfile anual de moda após seis anos de pausa. Em 2 de junho, o ticker da companhia mudou de VSCO para VSXY, sinalizando foco renovado em branding sensual.
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