- O endividamento público líquido de abril de 2026 ficou em £24,3 bilhões, £4,9 bilhões acima de abril de 2025.
- Os juros da dívida somaram £10,3 bilhões em abril, aumentando £900 milhões em relação ao mesmo mês do ano anterior e atingindo recorde para abril.
- Os gastos com benefícios e pensões foram impulsionados pela inflação, com os pagamentos líquidos do governo central em £29,5 bilhões, alta de £2,7 bilhões.
- OONS informou que o custo de financiamento no mercado elevou o endividamento acima do previsto em £3,4 bilhões em abril.
- A inflação ligada a benefícios e ao “triplo mecanismo” de pensões contribuiu para o aumento do endividamento, em meio a incertezas econômicas e políticas.
O Tesouro do Reino Unido registrou um déficit de 24,3 bilhões de libras em abril de 2026, acima do esperado. O órgão estatístico ONS aponta que o aumento ocorre em meio à inflação elevada, que eleva os custos de pensões e benefícios, e a um ambiente de incerteza política e geopolítica.
A diferença entre gastos e receitas do setor público ficou 4,9 bilhões acima de abril de 2025, e 3,4 bilhões acima da previsão de analistas e do Office for Budget Responsibility. O custo de juros da dívida atingiu 10,3 bilhões em abril, o maior valor já registrado para um mês de abril.
Desempenho do endividamento e custos de mercado
A remuneração de juros da dívida pública subiu 0,9 bilhão em relação ao ano anterior, impulsionada pela elevação dos juros nos mercados financeiros. OONS informou que os pagamentos de juros atingiram o nível mais alto já registrado para abril.
O aumento também é explicado pela alta de benefícios e pelo bloqueio triplo das pensões, que elevaram os pagamentos líquidos de benefícios sociais administrados pelo governo central para 29,5 bilhões em abril, 2,7 bilhões a mais que o mês anterior.
Perspectivas fiscais e contexto político
No acumulado do ano fiscal até março de 2026, o Reino Unido revisou para baixo a estimativa de déficit para 129 bilhões de libras, 15% menor que há um ano. A revisão ocorreu apesar do atual ambiente de volatilidade nos mercados de dívida e da incerteza política interna.
A secretária-chefe do Tesouro também ressaltou que o FMI Endossou a estratégia macro do governo para reduzir o déficit. O governo segue investindo em capital para sustentar o crescimento, avalia o governo, enquanto busca manter a trajetória de dívida sob controle.
Entre na conversa da comunidade