- Guzman y Gomez encerra operações nos Estados Unidos, encerrando tentativa de entrar no mercado competitivo de comida mexicana.
- A rede foca agora na Austrália, mantendo expansão em Cingapura e Japão, após falha nos EUA.
- No total, há oito lojas da GyG na área de Chicago, e os encerramentos devem gerar custos de até $US 40 milhões em uma partida única.
- O fundador e co-presidente executivo, Steven Marks, disse que o desempenho nos EUA não justificava o investimento necessário.
- O evento é visto como mais um exemplo de EUA serem considerados um “cemitério” para redes australianas de fast food, com investimentos pesados e retorno improvável no curto prazo.
Guzman y Gomez encerra operações nos Estados Unidos após dificuldades em se firmar no mercado, considerado por analistas um atalho difícil para cadeias australianas de fast food. A empresa anunciou aos acionistas que as lojas americanas não apresentavam desempenho aceitável, mesmo com planos públicos de expansão.
A rede mexicano-americana operava oito unidades na região de Chicago segundo o site corporativo. O encerramento deve gerar custos one-off de até 40 milhões de dólares, conforme a companhia. O fundador e coprocedente executivo Steven Marks afirmou que o desempenho nos EUA não compensava o investimento requerido.
Marks relatou ter passado três meses nos EUA e concluído que o processo exigiria tempo e capital além do previsto. Analistas já estimavam que o equilíbrio financeiro nos EUA demoraria anos para ocorrer. A saída é vista por alguns como positiva para o grupo, dadas as perdas no segmento.
Contexto de mercado nos EUA
O país é descrito como um “cemitério” para cadeias australianas de fast food, com histórico de dificuldades para mercados com forte presença de marcas locais. Empresas de fast food australianas já enfrentaram competição acirrada de redes mexicanas e latinas com maior penetração.
GyG mantém foco na Austrália, onde o negócio continua a crescer, bem como em mercados internacionais como Cingapura e Japão. Ao final de 2025, a rede australiana contava com cerca de 237 lojas, segundo dados da GapMaps, consolidando-se entre as maiores do país.
A empresa abriu o capital na ASX em 2024. Após desempenho inicial favorável, as ações recuaram ao não cumprir expectativas de investidores. A saída dos EUA pode impactar a percepção de rentabilidade do grupo, mas não altera o foco geográfico principal.
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