- O preço do petróleo subiu e os rendimentos de títulos globais oscilaram, com temor de inflação devido a tensões no Oriente Médio e a possibilidade de juros mais altos.
- O Brent atingiu até $111.16 por barril, antes de recuar para perto de $110, após a o Irã dizer ter respondido a uma nova proposta dos Estados Unidos para acabar com o conflito.
- Um ataque a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos aumentou a cautela no mercado, enquanto as negociações de paz entre EUA e Irã permanecem estagnadas na sexta semana de cessar-fogo.
- No Reino Unido, os rendimentos dos gilts de dez anos chegaram a 5,19%, pressionados pela instabilidade política com a possibilidade de um desafio à liderança de Keir Starmer pelo prefeito de Manchester, Andy Burnham.
- Em outras praças, mercados acionários europeus abriram em queda, com a Stoxx Europe 600 recuando cerca de 0,7%, e o Nikkei japonês caiu cerca de 1% diante de perspectivas fiscais e de dívida relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
Brent crude subiu nesta segunda-feira, impulsionado por tensões no Oriente Médio que alimentam preocupações com inflação e a necessidade de alta de juros. O mercado também reagiu a checagens sobre o andamento de negociações entre EUA e Irã e a instabilidade política no Reino Unido.
O petróleo atingiu máxima de US$ 111,16 por barril, alta de até 1,77%, antes de recuar para perto de US$ 110. A resposta iraniana a uma nova proposta dos EUA foi anunciada, com o governo informando que as negociações ocorrem por meio de um mediador paquistanês.
Movimentação de títulos e juros
Mercados de dívida global exibiram volatilidade. A taxa do Tesouro americano de 10 anos chegou a 4,631%, nível mais alto desde fev/2025, antes de recuar para 4,599%. No Reino Unido, o rendimento de 10 anos dos gilts tocou 5,19%, depois recuou para 5,15%.
A incerteza política no país também pesou nos fluxos de renda fixa, com expectativas de um possível desafio à liderança do primeiro-ministro Keir Starmer por Andy Burnham, prefeito de Manchester. Analistas destacaram o impacto fiscal de eventuais mudanças de governo.
Contexto econômico global
Em Paris, ministros de finanças do G7 discutiram o efeito econômico do conflito no Oriente Médio, enquanto o Reino Unido avalia cenários de políticas públicas ante o aumento de gastos. Percepções de aumento de despesas e promessas de planejamento orçamentário influenciaram o humor dos investidores.
Dados do Japão mostraram alta de yields, com juros de 10 anos chegando perto de 2,8%, em meio a emissão de nova dívida para atenuar impactos do conflito na região. Bolsas europeias abriram em queda, com o Stoxx 600 recuando 0,7%.
Mercados regionais
Na Ásia, o índice Nikkei caiu cerca de 1%, Hang Seng caiu 1% e SSE Composite recuou 0,1%. Por outro lado, Kospi sul-coreano fechou 0,3% mais alto, sinalizando diferenciais de atuação entre mercados na sessão.
Este acompanhamento representa cenário de curto prazo, com investidores monitorando andamento de negociações e mensagens de representantes oficiais. O efeito nas commodities e nos rendimentos continua sensível a novas informações.
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