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Bilionário concentra 98% da fortuna em ouro e prata

Bilionário Eric Sprott mantém 98% da fortuna em ouro e prata, aposta em depósitos minerais e enxerga volatilidade como reflexo da incerteza global

Olhando para o futuro, Sprott continua concentrado na prata, especialmente porque a demanda global supera a oferta
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  • Eric Sprott, investidor conhecido por metais preciosos, tem fortuna estimada em US$ 3,3 bilhões e concentra investimentos em mais de cento e vinte mineradoras, com foco em ouro e prata.
  • As apostas mais relevantes são Hycroft Mining Holding Corp. e Discovery Silver Corporation, que impulsionaram seus ganhos, com Hycroft valorizando-se quase 1.5 mil% desde o início de 2025.
  • Sprott busca depósitos minerais subvalorizados, avaliando métricas como reservas e teor de corte; ele aposta em ganhos potenciais mesmo sem ser geólogo.
  • O investidor sustenta que gastos governamentais elevados e a incerteza global elevam a demanda por metais, especialmente prata, usada em baterias, eletrônicos, veículos elétricos e painéis solares.
  • Além de metais, ele vem investindo em manganês, apontando potencial de crescimento do mercado nos próximos anos e mantendo participação relevante em várias empresas do setor.

Eric Sprott, investidor conhecido por ter grande parte de sua fortuna em metais preciosos, falou à Forbes no final de janeiro, em uma casa de temporada em San José, Costa Rica. Na época, a prata atingia máxima histórica, mas ele manteve posição estática frente ao mercado volátil.

O empresário canadense, de 81 anos, declarou que ações ligadas a ouro e prata tiveram desempenho aquém do esperado e que os preços devem subir: ele citou potenciais altas para a prata e para o ouro, mesmo com quedas recentes. A visão acompanha cenários de conflitos globais e busca por ativos tangíveis.

Segundo Sprott, a volatilidade reflete um mercado sem direção definida, em meio a incertezas mundiais. Além disso, ele aponta gastos governamentais elevados como fator por trás do interesse crescente por metais preciosos, defendendo a ideia de dinheiro sólido em oposição às moedas fiduciárias.

Histórico de atuação

Essa convicção levou o investidor a acumular barras de ouro e prata e a investir em mais de 200 empresas do setor. Hoje, ele mantém participações em around 120 mineradoras, com a maior parte concentrada em menos de dez companhias, e tem fortuna estimada em US$ 3,3 bilhões.

Quem acompanha Sprott atribui seu sucesso ao temperamento paciente e a uma abordagem de longo prazo, com a reputação dele respaldando suas decisões de investimento, segundo colegas do setor.

Começo da trajetória

A história de Sprott começa em Ottawa, no Canadá, onde seu pai trabalhava no serviço público. Formado pela Carleton University em 1965, ele iniciou carreira na Merrill Lynch e, depois de adquirir capital, fundou a Sprott Securities em 1980, passando a gerir ativos para investidores institucionais.

Seu primeiro grande acerto ocorreu na década de 1980 com a Lakeshore Mines, onde identificou subvalorização comparando ativos e, ao investir, viu o preço das ações quase multiplicar por 10 em seis meses.

a virada e os investimentos

No ano 2000, antevendo o estouro das techs, Sprott vendeu ações a descoberto e comprou ouro e prata, preparando-se para a crise que se seguiu. A estratégia levou à compra de Hycroft Mining, com investimento alto em 2019, mesmo sem produção inicial, financiando dívidas da empresa e ganhando royalties.

A Hycroft registrou ganhos expressivos desde 2025, impulsionando a aposta de Sprott. A segunda maior posição, Discovery Silver, destaca-se pela participação acionária adquirida e pelo avanço de projetos no México, elevando o valor de mercado da carteira.

olhos no futuro

A prata permanece foco, com demanda global em déficit há cinco anos, segundo o Silver Institute, impulsionada por usos em baterias, eletrônicos, veículos elétricos e energia solar. Sprott também expandiu investimentos para manganês, visando melhorias em baterias para veículos elétricos.

A empresa Euro Manganese e a Manganese X Energy Corp. integram a carteira, com participações significativas estimadas pelo investidor. Em relação a ações de tecnologia, ele afirmou estar vendido em nomes como Nvidia, Microsoft e Apple, mantendo o foco em metais.

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