- Dia Mundial do Whisky celebra o setor, com o mercado global em crescimento e exportações de whisky escocês em 2025 chegando a 5,3 bilhões de libras, leve queda frente a 2024 devido às tarifas americanas.
- Os Estados Unidos respondem por 17,6% do mercado do whisky escocês; tarifas de 10% impostas em abril de 2025 geraram perdas de cerca de US$ 5,4 milhões por semana em exportações e reduziram o volume de vendas.
- Em 30 de abril de 2025, o presidente dos Estados Unidos anunciou a remoção das tarifas sobre o whisky escocês, após a visita do Rei Charles III e da Rainha Camilla aos EUA, sinalizando recuperação da demanda.
- A revogação das tarifas pode favorecer o mercado de barris, os chamados casks, com maior demanda nos EUA, especialmente para rótulos premium e colecionáveis.
- Leilões de barris mostram o potencial do setor: um barril Macallan de 1988 foi negociado por US$ 1,49 milhão em 2022 e outro de 1988 foi vendido por US$ 266 mil em 2025, ilustrando retornos possíveis.
O Dia Mundial do Whisky é celebrado neste sábado (16). A data chega em meio a um mercado global em recuperação, após turbulências. Exportações de whisky escocês somaram 5,3 bilhões de libras em 2025, queda frente a 2024.
Os Estados Unidos, principal destino, abarcam 17,6% do mercado. Em 2025, a indústria movimentou US$ 38,67 bilhões e pode chegar a US$ 69,62 bilhões por ano até 2034, com ganho médio de 6,8%, segundo a Fortune Business Insights.
A comemoração ganhou impulso após a retirada de tarifas americanas sobre o whisky escocês, anunciada em 30 de abril, após visita da realeza britânica à Casa Branca. Tarifa de 10% imposta em 2025 reduziu exportações para a Escócia.
Investimento em barris
A decisão de remover tarifas também favorece quem investe em barris de carvalho, chamados casks. Eles são comprados quando o whisky está em maturação e vendidos após 10 a 20 anos, em transações entre investidores, destilarias e corretores.
Com a desobstrução comercial, a demanda americana tende a crescer, especialmente no segmento premium. O patamar de consumo de whisky envelhecido e de luxo pode elevar a demanda por barris mais antigos.
Para o setor, o retorno depende do preço de venda no momento da liquidez. Especialistas apontam que o maior mercado de whisky premium pode impulsionar preços e facilitar desinvestimentos de destilarias renomadas.
Leilões milionários
Casos de leilões destacam o potencial desse mercado. Um barril da Macallan, destilado em 1988, foi vendido por US$ 1,49 milhão em 2022, após ter sido adquirido por 5 mil libras anos antes.
Barris históricos, com mais de 30 anos, costumam valer bastante. Em dezembro de 2025, outro barril Macallan de 1988 foi vendido por US$ 266 mil, equivalente a R$ 1,33 milhão.
Ativos alternativos
Barris de whisky são considerados ativos alternativos, semelhantes a arte, vinhos finos e carros clássicos. No Reino Unido, a FCA não regula esse mercado; no Brasil, a CVM também não o regula.
Especialistas destacam a diversificação que esse tipo de ativo oferece. A falta de correlação com mercados tradicionais pode torná-lo atrativo para carteiras que buscam proteção contra oscilações.
Para investidores, vale buscar avaliações profissionais, entender liquidez, considerar custos de seguro e armazenamento, e manter expectativas realistas quanto à liquidez.
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