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Berkshire Hathaway volta ao setor aéreo com US$ 2,6 bi na Delta

Berkshire Hathaway volta ao setor aéreo com participação de US$ 2,6 bilhões na Delta Airlines, primeira operação sob o comando de Greg Abel

Berkshire Hathaway: empresa também ampliou participação na Alphabet, ao mesmo tempo que encerrou sua aposta na Amazon. (Foto: Michael Nagle/Bloomberg)
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  • A Berkshire Hathaway acumula participação de US$ 2,6 bilhões na Delta Airlines, comprando 39,8 milhões de ações, equivalent a 6,1% da empresa, até o fim de março.
  • As ações da Delta subiram mais de 3% no after-market após a divulgação.
  • A mesma reportagem destaca custos maiores de combustível para as companhias aéreas, ligados a tensões entre EUA e Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz; a Spirit Airlines encerrou operações recentemente por falta de financiamento.
  • A operação marca o retorno da Berkshire ao setor aéreo, após desinvestimentos em 2020; o histórico da relação com companhias aéreas já inclui investimentos e desinvestimentos ao longo dos anos.
  • O relatório, o primeiro sob o CEO Greg Abel, também mostra a Berkshire ampliando posição na Alphabet e encerrando aposta na Amazon, além de ajustes em outras companhias.

Berkshire Hathaway manteve uma presença relevante no setor aéreo ao adquirir uma participação de US$ 2,6 bilhões na Delta Airlines. O aporte envolve 39,8 milhões de ações, equivalente a 6,1% da Delta. O registro foi divulgado até o fim de março, segundo documento regulatório publicado na sexta-feira (15).

A operação impulsionou as ações da Delta, que subiram mais de 3% no after-market. A Berkshire informou o movimento por meio de seu registro regulatório, marcando retorno ao setor aéreo após anos sem postura agressiva de investimento nesse segmento.

O contexto do setor envolve custos elevados com combustíveis, agravados pela tensão energética entre EUA e Irã que afetou o Estreito de Ormuz. Parte do questionamento recente sobre o setor envolve a saúde financeira de companhias menores, como a Spirit Airlines, que encerrou operações após dificuldades de financiamento.

Contexto histórico da relação com o setor

Sob a liderança de Warren Buffett, a relação da Berkshire com as aéreas foi conturbada ao longo das décadas. A empresa teve participação em USAir, com investimentos que ficaram conhecidos por sua volatilidade. Em 2020, a Berkshire desfez posições em Delta, Southwest, American e United, diante da pandemia de covid-19.

O anúncio chega no primeiro relatório sob o comando de Greg Abel, que assumiu o cargo de CEO neste ano. Buffett permanece como figura central, mas não dirige mais a empresa de forma operacional. O documento também aponta movimentos no portfólio: a Berkshire ampliou a participação na Alphabet e encerrou apostas em Amazon, ao mesmo tempo em que vendeu ativos em Visa, Mastercard, UnitedHealth, Diageo, Pool Corp. e Domino’s Pizza.

A Berkshire elevou ainda sua posição na Macy’s, com a varejista registrando crescimento de vendas que impulsionou as ações no after-market, conforme o relatório de investidores. A empresa de investimentos não forneceu comentários adicionais neste resumo regulatório.

A divulgação reforça o atual desenho estratégico do conglomerado, que busca equilíbrio entre setores tradicionais e novas apostas, sob a gestão de Abel e a visão de longo prazo da Berkshire.

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