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BDRs de REITs sobem até 30% com centros de dados, diante de dólar fraco

BDRs de REITs sobem até 30% no ano, impulsionados por data centers e por resultados fortes, mesmo com dólar fraco

I1RM34, segundo do ranking, mostrou alta de 28% em meio à revisões de guidance e resultados robustos com segmento de data centers
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  • Dos 52 BDRs de REITs negociados na B3, apenas 13 ficaram no positivo nos quatro primeiros meses do ano, puxados por setores como data centers.
  • NSAT34 lidera a lista com 35,21% de valorização, impulsionada pela fusão anunciada entre Public Storage e National Storage Affiliates Trust, em acordo de US$ 10,5 bilhões.
  • O peso de data centers no desempenho também aparece no caso da Iron Mountain, cuja receita de data centers subiu 47% na base anual, totalizando US$ 254 milhões no primeiro trimestre.
  • Entre os 13 BDRs que sobem, apenas três têm exposição direta a data centers (EQIX34, D1LR34 e I1RM34); os demais atuam em logística, hotéis e outros imóveis.
  • O Equinix (EQIX34) é o destaque entre os BDRs, com market cap acima de US$ 400 bilhões e posição de maior liquidez na lista; o mercado global de REITs ultrapassa US$ 3,2 trilhões.

Na esteira de um dólar mais fraco, os BDRs de REITs negociados na B3 seguem com desempenho desigual neste ano. Em quatro meses, apenas 13 de 52 ativos operaram no campo positivo, segundo levantamento da Quantum Finance.

Entre os ganhos de dois dígitos, o NSAT34 lidera com alta de 35,21%, impulsionado por notícias de fusão no setor de storage. Em março, a Public Storage anunciou acordo de aquisição da National Storage Affiliates Trust, estimado em cerca de US$ 10,5 bilhões em enterprise value.

A segunda posição fica com I1RM34, com avanço de 28,57%, seguido por EQIX34, em 27,83%. O impulso tem relação indireta com revisões de guidance e com a valorização de ativos ligados a data centers, segmento que ganha relevância no portfólio de vários REITs.

Foco em data centers

O Iron Mountain (I1RM34) destacou-se pela transformação de negócio, com resultados de 2025 acima do esperado e projeções de crescimento de receita de 12% em 2026. No primeiro trimestre, a receita total subiu 21,6% na comparação anual, com a parte de data centers crescendo 47%.

Apesar da melhoria, a maioria dos BDRs que sobem não possui exposição expressiva a data centers. Dos 13 ativos em alta, apenas EQIX34, D1LR34 e I1RM34 têm participação relevante no segmento, enquanto os demais atuam em logística, hotéis e outros imóveis.

Panorama de mercado

Os dados da FTSE EPRA Nareit Global indicam que o mercado de REITs global supera US$ 3,2 trilhões, com o peso dos EUA acima de US$ 1,6 trilhão. No Brasil, os BDRs oferecem exposição a ativos estrangeiros com liquidez menor que a dos reais em bolsa.

Entre os destaques da relação de ganhos, EQIX34 aparece como o de maior peso entre os ativos em alta, refletindo a liquidez relativa e a presença global do maior REIT de data centers. Prologis (P1LD34) figura entre os com maior representatividade no índice BDRX, dada a escala de seu portfólio logístico.

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