- O dólar subiu para R$ 5,067, alta de 1,63% nesta sexta-feira, em meio à aversão a risco nos mercados.
- O Ibovespa caiu 0,61%, aos 177.284 pontos, e a semana fechou com queda de 3,70%.
- A sessão teve pressão nos títulos, com a taxa dos Treasuries de 10 anos acima de 4,6% e rendimento dos japoneses de 30 anos em 4% pela primeira vez desde 1999.
- A turbulência acompanha dúvidas sobre a normalização da oferta de petróleo no Oriente Médio e o fluxo pelo Estreito de Ormuz, após a cúpula entre EUA e China não avançar nesse tema.
- Analistas veem alta volatilidade pela continuidade da instabilidade macro e do impasse sobre Ormuz, com céticos sobre a reabertura rápida da rota e o impacto nos mercados.
O dólar subiu para 5,067 reais nesta sexta-feira (15), enquanto o Ibovespa caiu para 177.284 pontos. O dia foi marcado por aversão a risco nos mercados globais, com impactos no câmbio e na bolsa brasileira.
A movimentação ocorreu no contexto de intensa venda de títulos, alimentada por dúvidas sobre a velocidade de normalização da oferta de petróleo no Oriente Médio. O petróleo Brent subiu, pressionando ativos de risco.
Na pauta externa, a vigência do impasse entre Estados Unidos e Irã ganhou a atenção dos investidores após a cúpula entre o presidente norte-americano e o líder chinês terminar sem avanços para o fluxo no Estreito de Ormuz, via navegável crucial para o petróleo.
O rendimento dos Treasuries de 10 anos superou 4,6%, enquanto o juro dos Treasuries japoneses de 30 anos alcançou 4% pela primeira vez desde 1999, sinalizando maior atrito entre políticas monetárias e riscos geopolíticos.
Perspectivas do petróleo e volatilidade
A dia de volatilidade acentuada trouxe queda para os principais índices norte-americanos após ganho recente impulsionado pela tecnologia. O S&P 500 encerrou em trajetória de correção após bater recorde intradia, e o Dow Jones e o Nasdaq caíram.
Analistas destacaram que o ritmo recente de alta de ativos de risco pode favorecer correções à medida que o mercado digere sinais sobre Ormuz e inflação. A incerteza sobre a reabertura da passagem estratégica mantém volatilidade elevada.
Helima Croft, líder de estratégia de commodities da RBC Capital Markets, indicou ceticismo sobre uma reabertura rápida do Estreito de Ormuz, destacando que o custo de mantê-lo fechado é alto, mas não há consenso de solução política simples.
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