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Sediar a Copa traz benefícios econômicos menores para a cidade do que parece

Análise aponta que sediar a Copa nos EUA gera impacto econômico regional limitado nas cidades-sede, pela logística e deslocamentos entre sedes

Um estudo de 2018 constatou que impactos econômicos de eventos de Copa do Mundo geralmente são insignificantes ou negativos. (Foto: Shaun Botterill)
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  • Reservas de hotel nas cidades-sede da Copa nos EUA ficaram abaixo das expectativas, com barreiras de visto e questões geopolíticas entre as principais razões apontadas.
  • A logística do evento, com jogos em intervalo e sedes dispersas, faz com que torcedores não percam tempo em apenas um lugar, limitando o impacto econômico local.
  • Estudo histórico de 1994 indica que, em várias áreas metropolitanas próximas aos estádios, o crescimento do PIB ficou aquém do esperado, sugerindo efeito negativo ou neutro em parte do ganho econômico.
  • Na análise de 1994, houve probabilidade alta (94%) de impacto econômico negativo e baixa (0,8%) de ganho igual ou superior aos US$ 4 bilhões projetados.
  • As maiores quedas de crescimento ocorreram em Orlando, Nova York, Los Angeles e região da Baía de São Francisco, áreas de grande fluxo internacional.

A logística da Copa do Mundo nos EUA evidencia que sediar o torneio pode trazer retornos econômicos menores do que o esperado. Dados de 1994 mostraram ganhos limitados nas áreas metropolitanas anfitriãs, mesmo com o evento lotando estádios. A organização do Mundial envolve deslocamentos entre cidades e intervalos entre jogos, reduzindo permanências de torcedores.

Especialistas argumentam que a composição geográfica e a programação extensa reduzem o efeito de curto prazo nas economias locais. Pesquisas indicam que o turismo internacional pode não se consolidar em cada cidade, principalmente quando há grande dispersão das sedes.

A análise histórica aponta que, em 1994, nove áreas metropolitanas apresentaram desempenho abaixo do previsto, com probabilidade alta de impacto negativo. Orlando, Nova York, Los Angeles e a Baía de San Francisco aparecem entre os destinos mais procurados por estrangeiros, o que intensifica o efeito se o movimento for desviado.

Em contraste, avaliações sobre o efeito total do evento sugerem ganhos nacionais menores que as previsões. Estudos de economistas como Baade e Matheson indicam que o impacto agregado pode não superar bilhões de dólares, mesmo em cenários positivos. A discussão também compara com a Copa Feminina e os Jogos Olímpicos, que apresentam dinâmicas distintas de custo e retorno.

A análise de impacto econômico de grandes eventos costuma ter variações por método e período. Antes da Copa de 2026 nos EUA, a média de projeções contrasta com resultados observados, reforçando a necessidade de cautela ao estimar benefícios locais e nacionais.

Fontes: Bloomberg Opinion, estudos de Baade, Matheson e colegas sobre a Copa de 1994; revisões sobre impactos de eventos esportivos em múltiplas cidades.

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