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Câmara dos Deputados da Argentina aprova acordo Mercosul-UE

Câmara dos Deputados da Argentina aprova acordo Mercosul-UE; Senado deve ratificá-lo em duas semanas, abrindo caminho para a Argentina ser a primeira a ratificar

Deputados argentinos debatem o acordo entre Mercosul e União Europeia. Foto: Divulgação
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  • A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou o acordo Mercosul- União Europeia, com 203 votos a favor, 42 contra e 4 abstenções, na madrugada de sexta-feira, 13, após assinatura em 17 de janeiro em Assunção.
  • O texto segue para análise no Senado argentino, com estimativa de envio em duas semanas para aprovação final.
  • Se ratificado pelo Senado, a Argentina seria o primeiro país a formalizar o acordo, que pode ampliar a liberalização entre o bloco de 700 milhões de pessoas.
  • O pacto cria a maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo os 27 Estados-membros da União Europeia e os quatro países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).
  • O acordo tem encontrado resistência na Europa, principalmente na França, e o Parlamento Europeu encaminhou o documento aos tribunais em janeiro; a Comissão Europeia pode adiar a implementação, ainda que tenha a opção de adotá-lo de forma provisória.

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O resultado foi 203 votos a favor, 42 contrários e 4 abstenções. A votação ocorreu na madrugada desta sexta-feira, 13, após tramitação concluída em 17 de janeiro, em Assunção. O texto segue agora para o Senado, onde terá a última palavra.

A expectativa é de que o tratado chegue ao parlamento argentino em duas semanas, para aprovação final. Caso seja ratificado, a Argentina poderá ser o primeiro país a validar o acordo. A tramitação no Legislativo argentino marca um passo-chave no processo de implementação, sujeito a ajustes políticos e técnicos.

O acordo cria a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo os 27 Estados-membros da UE e os quatro países do Mercosul, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, num mercado potencial de cerca de 700 milhões de pessoas.

Contexto e resistência

O pacto enfrentou resistência em vários países europeus, especialmente na França, onde setores agrícola e pecuário expressaram preocupações sobre impactos setoriais. Em janeiro, o Parlamento Europeu encaminhou a negociação aos tribunais para avaliação jurídica.

A Comissão Europeia, braço executivo da UE, pode decidir pela implementação provisória do acordo mesmo enquanto questões jurídicas são analisadas. Esse cenário pode atrasar a efetivação prática do tratado, caso haja impasses ou exigências adicionais.

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