- Em Moscou, a secretária Fernanda De Negri defendeu que o Ministério da Saúde seja indutor de inovação e tecnologias nacionais para sustentar o SUS, durante seminário da 11ª Reunião Anual do NDB do Brics em 14 de maio.
- A fala destacou a importância de estimular o setor produtivo brasileiro a desenvolver novas substâncias e moléculas para enfrentar desafios locais e globais, fortalecendo a sustentabilidade financeira do sistema.
- O governo citou o Genomas Brasil, com sequenciamento genético de cem mil brasileiros, cujas informações serão armazenadas em banco de dados nacional para apoiar a medicina de precisão no SUS.
- A secretária ressaltou o uso da inteligência artificial com foco em segurança e ética, para melhorar gestão, reduzir custos e otimizar serviços no atendimento a mais de duzentos milhões de pessoas.
- Também foi mencionada a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), que já reúne mais de cinco bilhões de registros, conectando sistemas de saúde e permitindo avaliar o impacto real de inovações no dia a dia dos pacientes.
Em Moscou, o Ministério da Saúde defendeu a soberania tecnológica como pilar de sustentabilidade do SUS. A avaliação foi feita pela secretária Fernanda De Negri, durante seminário sobre o cenário da saúde mundial até 2030, promovido pelo NDB Brics.
Durante o evento, Fernanda destacou o papel estratégico da pasta na inovação de tecnologias nacionais para o SUS. Ela ressaltou a importância de estimular o setor produtivo brasileiro a criar novas substâncias e moléculas para enfrentar desafios locais e globais.
A secretária explicou ações estruturais para avançar nesse esforço, incluindo o Genomas Brasil, com o sequenciamento genético de 100 mil brasileiros. Os resultados serão armazenados em banco de dados nacional para impulsionar a medicina de precisão no SUS.
A iniciativa visa fotografar a diversidade genética brasileira para compreender como ela impacta a saúde da população. A efetivação envolve uso de inteligência artificial, desde que haja prioridade para segurança e ética das informações.
Fernanda destacou ainda a RNDS, plataforma do Ministério com mais de 5 bilhões de registros. A integração de dados de ensaios clínicos ao acompanhamento terapêutico permite avaliar o real impacto das inovações na prática clínica.
No mesmo dia, a secretária manteve reuniões bilaterais com instituições russas para discutir cooperações em temas estratégicos para o Brasil. A missão seguiu até 15/05, com encontros promovidos pelo NDB Brics.
Hospital inteligente
Em janeiro, o Governo federal e o NDB assinaram contrato de US$ 320 milhões para a construção do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente, o ITMI, primeiro hospital inteligente do SUS. O projeto conta com investimento total de R$ 1,9 bilhão.
O aporte inclui R$ 110 milhões do governo federal e R$ 55 milhões do Governo de São Paulo, somando recursos adicionais para a obra. O ITMI ficará em São Paulo e funcionará como referência nacional, com uso de IA, telemedicina e conectividade integrada.
O objetivo é tornar o ITMI um modelo de assistência em saúde digital para os países do Brics, integrando serviços com tecnologia de ponta. O hospital deverá ampliar a capacidade de gestão, assistência e pesquisa no sistema público brasileiro.
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