- Vídeos de uma operação de 30 de outubro de 2025 mostram agentes do ICE abordando um furgão de trabalhadores agrícolas em Woodburn, Oregon, quebrando janelas e usando reconhecimento facial para tentar identificar um ocupante.
- Os agentes não tinham mandados e o juiz federal Mustafa Kasubhai considerations considerou as prisões como injustificadas e possivelmente ilegais.
- O vídeo mostra uma trabalhadora rural de 45 anos sendo retirada do veículo à força; ela pediu por um advogado e pelos serviços de um intérprete em espanhol, enquanto os outros ocupantes eram detidos.
- Um dos aplicativos de reconhecimento facial usados foi o Mobile Fortify, ligado a dados de várias agências; a empresa Palantir desenvolveu parte do sistema citado em depoimentos.
- Quatro pessoas detidas no furgão foram deportadas; a ação integra uma ação coletiva sobre táticas de prisão do ICE e alegações de perfil racial, com críticas à prática de prender sem mandado.
A imprensa teve acesso a imagens de corpo de oficiais de imigração em Oregon, nos EUA. O episódio ocorreu na madrugada de 30 de outubro de 2025, quando uma van com trabalhadores rurais foi parada por agentes da ICE. Os agentes quebraram as janelas do veículo e tentaram identificar os ocupantes, sem mandado de detenção.
Os vídeos mostram que o grupo foi cercado, com oito pessoas no veículo e, ao menos, uma mulher destacada como líder do grupo de trabalhadores detidos. Em seguida, eles foram imobilizados na calçada, com algumas pessoas separadas e contidas. Não houve autorização judicial para a abordagem.
Os filmes de bodycam registram ainda o uso de um aplicativo de reconhecimento facial pelos agentes durante a abordagem, visando confirmar identidades entre os detidos. A operação foi usada como ponto de discussão sobre privacidade e salvaguardas civis.
Detalhes sobre a investigação e contexto legal
Em juízo, um dos agentes afirmou que o veículo havia sido seguido após verificar a placa, para verificar se o motorista era eventual estrangeiro sem autorização. A defesa sustenta que o veículo realizava carona para o local de trabalho, sem ligação com atividades ilegais.
A ação levou à detenção de sete ocupantes do veículo, com quatro deles deportados posteriormente. Um tribunal federal avaliou o manejo da operação como potencialmente não autorizado e sem mandado, ordenando cautela adicional para operações futuras no estado.
A Vara Federal apontou falhas em descrições oficiais sobre o episódio, inclusive no que tange à alegação de entrada irregular de alguns detidos. O uso do reconhecimento facial, segundo o juiz, pode apresentar erros e resultados imprecisos.
Reações e posicionamentos oficiais
Defensores de direitos de imigrantes, representados pela Innovation Law Lab, destacaram que as imagens expõem práticas de abordagem que podem violar direitos legais. Há críticas sobre a precisão dos sistemas de reconhecimento facial utilizados em operações de imigração.
Representantes da DHS defenderam o uso de o aplicativo como ferramenta lícita para confirmar identidades e status imigratório, ressaltando que a tecnologia opera dentro de parâmetros legais e de conformidade. A agência também mencionou que os detidos tinham status irregular.
Contexto mais amplo
O caso ocorre em meio a debates sobre privacidade e vigilância nos EUA, com preocupações sobre a confiabilidade de ferramentas como o reconhecimento facial móvel e seu impacto em moradores de comunidades agrícolas. O processo continua em curso, com novas audiências e desdobramentos jurídicos esperados.
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