- Maíra Cardi, de 42 anos, mostrou deformidades no rosto associadas ao PMMA aplicado há cerca de vinte anos e relatou migração do material.
- O médico informou que parte do PMMA pode ser removida por cirurgia complexa, mas algumas regiões não podem ser tratadas para não comprometer nervos faciais.
- A influenciadora também disse que o PMMA a impede de realizar diversos procedimentos estéticos faciais, como certos lasers e aplicação de ácido hialurônico.
- Especialista destaca que o PMMA é permanente e pode causar nódulos, endurecimento, inflamações e deformidades ao longo do tempo, mesmo sem sintomas iniciais.
- A reportagem também menciona que o Conselho Federal de Medicina proibiu o uso do PMMA como preenchimento cutâneo, com exceção para lipodistrofia em pacientes com HIV/aids no SUS, conforme resolução recente.
Maíra Cardi, influenciadora e apresentadora de 42 anos, levou ao público um alerta sobre o PMMA usado no rosto há cerca de 20 anos. Em vídeos publicados no TikTok, ela mostrou protuberâncias visíveis e explicou que o material pode estar migrando e romper a pele com o tempo.
Ela disse ter passado por avaliação médica recentemente e feito exames para entender a evolução do quadro. O médico informou que parte do PMMA poderia ser removida por cirurgia, mas algumas áreas não deveriam ser mexidas para evitar danos a nervos faciais.
A participante da conversa ressaltou que não tinha intenção de expor a profissional, mas sim alertar outras pessoas. Segundo Maíra, o procedimento aplicado ainda na juventude pode ter sido inadequado e não deve ser repetido por quem busca estética.
Além disso, a influencer relatou limitações impostas pelo material em procedimentos estéticos faciais. O PMMA impede, por exemplo, certos lasers e aplicações de ácido hialurônico, restringindo opções de tratamento ao longo do tempo.
Riscos e complexidade da retirada
Conforme o cirurgião bucomaxilofacial Fábio Barros, o principal desafio é a imprevisibilidade do comportamento do PMMA ao longo de anos. O material é permanente e pode permanecer sem causar problemas por longos períodos, mas não há garantia de como reagirá com o passar das décadas.
Entre as complicações possíveis estão nódulos, endurecimento, inflamações, assimetrias e deformidades faciais. A formação de biofilmes bacterianos ao redor do PMMA pode sustentar processos inflamatórios mesmo sem sintomas por longos períodos, segundo o especialista.
Com o passar do tempo, o rosto envelhece, enquanto o PMMA não acompanha esse processo. O resultado é a possibilidade de irregularidades de contorno, piora de assimetrias e endurecimento de tecidos, dependendo da localização do material.
Quando há necessidade de remoção, os procedimentos envolvem riscos significativos, como danos a nervos, cicatrizes e alterações funcionais. Em muitos casos, a retirada é complexa e exige planejamento cuidadoso.
O tema ganhou relevância com a atualização recente da prática médica, que restringiu o uso de PMMA como preenchimento cutâneo para fins estéticos ou reparadores. A exceção ocorre no tratamento de lipodistrofia facial e corporal em pacientes com HIV/aids, seguindo protocolos no SUS.
Quem já utilizou PMMA deve buscar avaliação caso surjam dor, vermelhidão, nódulos, endurecimento, assimetria, alterações de contorno ou inflamação. A orientação é evitar soluções impulsivas sem diagnóstico adequado.
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