- Douze Dixiémes está encerrando atividades, pouco tempo após lançar MIO: Memories in Orbit no início deste ano.
- O jornal Le Figaro aponta pânico entre desenvolvedores franceses, em meio a dificuldades na indústria de games do país.
- MIO: Memories in Orbit é um metroidvania em 2,5D sobre a robô MIO explorando uma nave de colônia abandonada; recebeu críticas positivas e teve avaliação alta no Metacritic, além de quase 2 mil avaliações no Steam.
- A Focus Entertainment deve manter os direitos de publicação do jogo, enquanto o estúdio não poderá produzir uma sequência.
- No contexto do setor, estúdios como Quantic Dream, Don’t Nod e Nacon enfrentam dificuldades financeiras, com investimentos externos saindo do mercado de jogos e incertezas sobre quem poderá socorrer equipes renomadas.
Douze Dixiémes, estúdio responsável por MIO: Memories in Orbit, anunciou o fechamento da equipe poucos meses após o lançamento do jogo no início deste ano. A notícia aponta dificuldades do mercado francês de jogos e pressão financeira como fatores centrais.
MIO: Memories in Orbit é um jogo de plataformas 2,5D que acompanha a robô MIO em uma ponte espacial deserta, com visual artístico inspirado em sci‑fi e puzzles de ação. O título recebeu críticas positivas e teve forte divulgação inicial.
Apesar do sucesso de lançamento, o estúdio não continuará com a sequência prevista. A publicação francesa Le Figaro reporta que a Focus Entertainment deverá manter os direitos de publicação, mas a equipe não poderá produzir o seu segundo título.
O caso aparece como exemplo de um cenário cada vez mais competitivo no setor, onde equipes independentes parecem enfrentar obstáculos financeiros, mesmo com projetos bem avaliados pela crítica e pelo público.
Analistas apontam que o ambiente de mercado vem se deteriorando, com capital de risco e grandes empresas de tecnologia reduzindo investimentos no setor de games. O cenário dificulta a sobrevivência de estúdios menores.
Outras desenvolvedoras, como Quantic Dream, Don’t Nod e Nacon, também enfrentam desafios financeiros. O crescimento de custos e a retração de investimentos dificultam manter operações e equipes criativas em tempo integral.
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