- Conferência Alliance for Responsible Citizenship (ARC) em Londres reúne mais de quatro mil delegados de oitenta e cinco países, incluindo figuras conservadoras e apoiadores dos EUA ligados a Donald Trump.
- Kemi Badenoch criticou as políticas de net zero do Reino Unido, dizendo que Ed Miliband é “vilão” e que o país ficou mais pobre.
- Chris Wright, ex-secretário de Energia nomeado por Trump, descreveu as políticas britânicas como “erro trágico” e afirmou que uma mudança de governo modificaria o rumo energético.
- O evento, apelidado de “anti-woke Davos”, reúne opositores a políticas climáticas, imigração e multiculturalismo, com apoio financeiro de interesses de combustíveis fósseis dos EUA e de doadores ligados a Trump.
- Ed Miliband, atual secretário de Energia, é alvo recorrente dos participantes, que o associam às políticas de net zero e à visão de futuro energético do Reino Unido.
O impacto das políticas de net zero da Reino Unido e o desempenho do ministro da Energia, Ed Miliband, foram alvo de críticas durante a conferência Alliance for Responsible Citizenship (ARC) em Londres. O evento reuniu mais de 4 mil delegados de 85 países, com participantes que vão de líderes conservadores a apoiadores de ultradireita e grupos antiaborto dos EUA. A conferência é apresentada por alguns como uma versão britânica do Davos, mas com foco em políticas liberais, conservadoras de valores sociais e oposição à multiculturalidade.
Entre os principais críticos, o ex-gestor de combustíveis Chris Wright alçou o tom contra as políticas de energia do Reino Unido, descrevendo-as como um erro trágico que teria empobrecido a população. Wright também afirmou que uma mudança de liderança no país poderia inverter a direção energética, alinhando-se mais aos EUA. A fala ocorreu em meio ao calor extremo atípico para o mês, com o público congestionando o espaço interno do centro de convenções Olympia.
Badenoch e outros palestrantes repetiram críticas a Miliband, considerado um símbolo das políticas de net zero. O grupo sponsor da ARC inclui apoiadores de Donald Trump e entidades ligadas aos setores de petróleo, com apoio financeiro de fundos norte-americanos e grupos antiaborto. A lista de doadores aponta para empresas de energia e investidores com vínculos com a administração Trump, além de fundadores ligados a veículos de mídia e direita europeia.
A ARC, que também conta com a participação de figuras conservadoras, está associada a doadores como a GB News e a Legatum. Entre os palestrantes confirmados estavam representantes de países europeus e de organizações norte-americanas, alguns com posições contrárias a políticas migratórias e à diversidade cultural. O evento ocorre em um momento de debate público sobre o rumo da política climática e de segurança regulatória na internet no Reino Unido.
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