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Vendas da Toyota caem pelo terceiro mês devido ao conflito no Oriente Médio

Vendas globais da Toyota caem pelo terceiro mês; exportações para o Oriente Médio recuam 92%, pressionando lucros e a cadeia de suprimentos global

Apesar da queda nas vendas, a produção subiu 3,4% para 933.685 unidades.
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  • As vendas globais da Toyota, incluindo a Daihatsu, caíram 3,7% em abril frente ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 902.015 unidades.
  • A produção da empresa subiu 3,4% no mês, para 933.685 veículos.
  • Exportações para o Oriente Médio recuaram 92% na comparação anual, para 2.418 veículos.
  • Na China, as vendas da Toyota caíram 25% no período.
  • O conflito no Oriente Médio continua pressionando suprimentos e custos de matéria-prima, com impactos projetados em resultados e planos de produção.

O fabricante japonês Toyota Motor reportou hoje a continuidade da queda de vendas globales no mês de abril, atingindo 902.015 unidades, queda de 3,7% ante abril do ano anterior. A produção aumentou 3,4%, para 933.685 veículos, e incluiu a Daihatsu Motor. O conflito no Oriente Médio é apontado como fator que influencia o desempenho.

As exportações para o Oriente Médio caíram 92% na comparação anual, para 2.418 veículos. A empresa indicou que parte do volume anual de 500 mil a 600 mil carros destinados à região deve ter sido afetada pelo cenário regional.

As vendas da Toyota na China recuaram 25% no mês, em linha com o desafio mais amplo enfrentado por montadoras japonesas naquele mercado. Em geral, a demanda permanece firme, mas clientes aguardam entregas por meses em alguns modelos.

Exportações para o Oriente Médio e impactos operacionais

A japonesa chegou a sustentar fábricas abertas apesar das rotas marítimas interrompidas pelo Estreito de Hormuz. Analistas avaliam que um aperto prolongado pode intensificar a escassez de peças, materiais e energia ligados ao Golfo e comprometer resultados futuros.

Takanori Azuma, chefe de contabilidade da Toyota, havia mencionado que a empresa exporta entre 500 mil e 600 mil veículos anualmente para o Oriente Médio, estimando que pouco menos da metade desse volume poderia ser impactada pelas turbulências. A gestão já sinalizou que a guerra no Irã eleva custos de matéria-prima e pode reduzir o lucro do exercício fiscal que vai até março de 2027.

A Deloitte e fontes próximas ao setor destacam que fornecedores da Toyota já sofrem com interrupções logísticas. Em relatório recente, o grupo também apontou a possibilidade de cortes adicionais na produção em operações externas, com impactos previstos de cerca de 83 mil unidades, conforme divulgado pelo Nikkei.

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