- Albert Manifold afirmou que as alegações sobre seu comportamento são “mentiras” e que não houve registro de problemas com sua conduta durante seu mandato como presidente da BP.
- Ele classificou como “nonsense” a ideia de controlar a BP como chair executivo e disse ter apenas 13 dias no escritório de Londres neste ano.
- A BP anunciou sua saída imediata, menos de um ano após sua nomeação em outubro de 2025, citando preocupações com governança, supervisão e conduta.
- Manifold reconheceu ter sido exigente e desafiado colegas para acelerar mudanças de custos, desempenho, balanço e comunicação com acionistas, mas negou acusações sobre seu comportamento.
- A BP informou que continuará com a estratégia sob a liderança da CEO Meg O’Neill; Ian Tyler foi nomeado chair interino enquanto busca por um substituto permanente.
Albert Manifold, ex-presidente do BP, contestou as alegações sobre seu comportamento, afirmando que as acusações são falsas. Em um comunicado longo, ele disse que, durante seu mandato, ninguém lhe apontou questões sobre conduta ou relações com colegas, e classificou como absurdo o relato de que buscava controlar a empresa como cadeira executiva.
O ex-presidente também rebateu informações de que desejava concentrar poder. Disse possuir diversos compromissos e ter passado apenas 13 dias neste ano no escritório de Londres. A direção do BP anunciou a saída dele com efeito imediato, após menos de um ano no cargo, citando preocupações com governança, supervisão e conduta.
Paralelamente, diversas reportagens com base em fontes anônimas criticaram o comportamento de Manifold com diferentes colegas. Ele afirmou que não aceita que mentiras sejam ditas sobre ele nem que haja anonimato para comentar seu período na BP.
Contexto e desdobramentos
O desligamento ocorreu menos de oito meses após sua nomeação, em outubro de 2025, quando vinha do CRH, líder irlandês de materiais de construção. A BP está focada em ajustar sua estratégia para manter o foco em exploração de combustíveis fósseis e reduzir investimentos em energia renovável.
Manifold reconheceu ter sido firme ao exigir mudanças de custos, desempenho, balanço e comunicação com acionistas. Ressaltou, porém, que houve uma distância entre a condução com urgência e as acusações sobre seu comportamento.
Na resposta oficial, a BP manteve a posição de que continua comprometida com o plano estratégico sob a liderança da CEO Meg O’Neill, efetiva desde dezembro, e informou que o conselho designou Ian Tyler como presidente interino enquanto busca um substituto definitivo.
A empresa também afirmou ter responsabilidade com seus funcionários, especialmente os impactados pelo comportamento descrito. Não houve menção a novas investigações ou a repercussões legais até o momento.
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