- Westwing passa a ter novos fundos como sócios minoritários: Oriz, HIX Capital, BlueOak, Três Ilhas e Leblon Equities.
- Eles compraram parte da fatia de 32% que a Mastercard havia tomado após a inadimplência e liquidação do Will Bank.
- A Mastercard levou as ações a leilão realizado pelo BTG Pactual, pois não tinha interesse estratégico na varejista.
- O CEO André Machado diz que as gestoras formam uma base super qualificada de acionistas.
- Ele ressalva que não há solução única para a Westwing voltar a lucrar.
A Westwing vem promovendo mudanças estruturais para reverter prejuízos, meses após envolver-se numa troca de acionistas provocada pelo caso do Banco Master. A empresa mira recuperação após a liquidação do Will Bank, banco digital ligado ao Master.
Novos sócios minoritários entram no mapa acionário, entre eles gestoras Oriz, HIX Capital, BlueOak, Três Ilhas e Leblon Equities, conforme afirmou o CEO André Machado. Elas adquiriram fatia de 32% que a Mastercard tomou com garantias.
A operação ocorreu após a Mastercard liquidar os papéis, em leilão promovido pelo BTG Pactual, sem interesse estratégico na Westwing. O negócio ampliou a base de acionistas, segundo Machado, que classificou as gestoras como uma “base super qualificada”.
Machado afirmou à Bloomberg Línea que não espera solução única para levar a empresa ao lucro e que não existe bala de prata. O executivo lembrou que o cenário atual exige ações coordenadas de curto, médio e longo prazo.
A Westwing atua no varejo de móveis e itens de decoração. A empresa possui três lojas em São Paulo: Vila Madalena, Moema e o Shopping Tamboré, em Barueri. A reorganização societária segue sob o objetivo de fortalecer a gestão e a captação de recursos.
No radar dos mercados, ações da Westwing reagiram com queda nesta quinta-feira, 28, em meio a um cenário de aumento de petróleo e rendimentos de títulos, após novos ataques no Oriente Médio.
Em relação ao cenário global, as bolsas registraram movimentos mistos na semana. Dados mostram que o petróleo pode sofrer ajustes conforme o fluxo de investimentos e as tensões geopolíticas influenciam o apetite por risco.
Entre os destaques, a Agência Internacional de Energia projeta queda nos investimentos globais em petróleo em 2026, mesmo com preços mais elevados, devido ao choque de oferta no Oriente Médio.
A Toyota também apresentou resultados mistos, com recuo de 3,7% nas vendas globais em abril, afetadas pela variação de demanda, enquanto a produção cresceu 3,4% na comparação anual, segundo a própria empresa.
Esses desdobramentos ajudam a entender o ambiente de risco e oportunidade para negócios no curto prazo, em especial para varejo, comércio internacional e setores ligados a energia.
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